Câncer Infanto Juvenil

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O Câncer Infantojuvenil é um grupo de doenças caracterizado pela proliferação anormal de células em crianças e adolescentes. Em sua maioria, ocorre em células sanguíneas e nos tecidos de sustentação, mas pode acometer qualquer lugar do corpo. Além disso, as causas do câncer são, na maioria das vezes, de origem embrionária.

Nas últimas quatro décadas, o progresso no tratamento do câncer na infância e na adolescência foi extremamente significativo. Hoje, em torno de 80% das crianças e adolescentes podem ser curados, se diagnosticados precocemente e tratados em centros especializados. A maioria deles terá boa qualidade de vida após o tratamento adequado.

A informação existente neste site pretende apoiar e não substituir a consulta médica. Procure sempre uma avaliação pessoal com o Serviço de Saúde.

 

FONTES DE REFERÊNCIA:

Instituto Oncoguia 

INCA

Pesquisa: Liga de Oncologia UFRGS (acad. Amanda Madureira)

Os principais tipos de cânceres que acometem crianças e adolescentes são:

* Leucemia – As leucemias, câncer da medula óssea e do sangue, são os cânceres infantojuvenis mais comuns. Eles representam 30% de todos os tipos de câncer infantojuvenis. Os mais frequentes em crianças são a Leucemia Linfoide Aguda (LLA) e a Leucemia Mieloide Aguda (LMA). As leucemias agudas podem progredir rapidamente, por isso precisam ser tratadas assim que é feito o diagnóstico.

* Tumores Cerebrais e do Sistema Nervoso Central – Os tumores cerebrais e outros tumores do sistema nervoso são o segundo tipo mais comum em crianças e adolescentes, representando 26% dos cânceres infantojuvenis. Existem muitos tipos de tumores cerebrais, e o tratamento e o prognóstico de cada um é diferente. A maioria dos tumores do sistema nervoso central em crianças começa na parte inferior do cérebro, cerebelo e tronco cerebral.

* Neuroblastoma – O Neuroblastoma é uma forma de câncer que se inicia precocemente nas células nervosas encontradas em um embrião ou feto em desenvolvimento, sendo responsável por cerca de 6% dos cânceres infantis. Este tipo de câncer ocorre em lactentes e bebês. Raramente é diagnosticado em crianças com mais de 10 anos. Este tumor pode começar em qualquer lugar, mas geralmente é diagnosticado no abdome.

* Tumor de Wilms – É um tumor que começa em um ou, raramente, ambos os rins. É mais frequentemente diagnosticado em crianças de 3 a 4 anos de idade, sendo incomum em crianças com mais de 6 anos. O Tumor de Wilms representa 5% dos cânceres infantis.

* Linfomas – Os Linfomas se iniciam nos linfócitos, que são células que fazem parte do sistema imunológico. Frequentemente afetam os gânglios linfáticos e os tecidos linfáticos, como amígdalas ou timo. Eles também podem afetar a medula óssea e outros órgãos, provocando sintomas diferentes dependendo do local onde está se desenvolvendo. Existem dois tipos principais de linfoma: Linfoma de Hodgkin (3% dos cânceres infantis, crianças acima de 5 anos) e Linfoma não Hodgkin (5% dos cânceres infantis, raro em crianças menores de 3 anos). Ambos os tipos podem ocorrer tanto em crianças como em adultos.

* Rabdomiossarcoma O Rabdomiossarcoma começa nas células que normalmente se desenvolvem em músculos esqueléticos, que participam do movimento do corpo. Ele pode ocorrer na cabeça e no pescoço, virilha, abdome, pelve ou nos membros (braços ou pernas). É o tipo mais comum de Sarcoma de Partes Moles em crianças, representando cerca de 3% dos cânceres infantis.

* Retinoblastoma – Retinoblastoma é um câncer do olho e representa cerca de 2% dos cânceres infantis. Geralmente ocorre em crianças na faixa etária entre 2 a 6 anos.

* Tumores Ósseos – Os Tumores Ósseos ocorrem mais frequentemente em crianças mais velhas e em adolescentes, mas podem se desenvolver a qualquer idade. Eles representam cerca de 3% dos cânceres infantojuvenis. O Tumor Ósseo é diferente da metástase óssea, que se originou de um tumor que se desenvolveu em outro lugar do corpo e se disseminou para os ossos. Os 2 tipos principais de tumores ósseos que ocorrem em crianças são Osteossarcoma (mais comum em adolescentes, desenvolvendo-se em ossos longos das pernas ou braços) e Sarcoma de Ewing (menos comum, mais frequente em adolescentes).

A informação existente neste site pretende apoiar e não substituir a consulta médica. Procure sempre uma avaliação pessoal com o Serviço de Saúde.

FONTES DE REFERÊNCIA:

Instituto Oncoguia

INCA

Pesquisa: Liga de Oncologia UFRGS (acad. Amanda Madureira)

Os pais devem estar alertas ao fato de que a criança não inventa sintomas. Ao sinal de alguma anormalidade, devem levar seus filhos ao pediatra para avaliação. Na maioria das vezes, os sintomas estão relacionados a doenças comuns na infância, mas isto não deve ser motivo para descartar a visita ao médico.

A manifestação clínica dos Tumores Infantojuvenis pode não diferir muito de doenças benignas (sem maior gravidade) comuns nessa faixa etária. Muitas vezes, a criança ou o jovem está em condições razoáveis de saúde no início do adoecimento. Por esse motivo, o conhecimento do médico sobre a possibilidade de ser câncer é fundamental.

Conheça alguns sintomas (alterações físicas) e sintomas (o que pode ser sentido, como desconforto por exemplo, mas nem sempre é visualizado) dos tumores da infância:

Leucemias: infecções, palidez, fraqueza, fadiga, febre, perda de peso, sangramentos espontâneos e dores ósseas e nas articulações;

Tumores Cerebrais e do Sistema Nervoso Central: dores de cabeça, náuseas, vômitos, visão turva ou dupla, tontura, alterações de comportamento, paralisia de nervos e dificuldade para caminhar ou manipular objetos;

Neuroblastoma: aumento do volume ou surgimento de massa no abdome, dor óssea e febre;

Tumor de Wilms: aumento do volume ou surgimento de massa no abdome, febre, dor, náuseas ou falta de apetite;

Linfomas: perda de peso, febre, sudorese, fraqueza e aumento de tamanho dos linfonodos do pescoço, axilas ou virilha;

Rabdomiossarcoma: presença de nódulo ou inchaço no local de acometimento;

Retinoblastoma: embranquecimento da pupila quando exposta à luz (“reflexo do olho do gato”, geralmente é percebido em fotos tiradas com flash), fotofobia (sensibilidade exagerada à luz) ou estrabismo (olhar vesgo);

Tumores Ósseos (Osteossarcoma e Tumor de Ewing): dor nos membros (piora à noite ou com atividades físicas), inchaço na região.

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FONTES DE REFERÊNCIA:

Instituto Oncoguia

INCA

Pesquisa: Liga de Oncologia UFRGS (acad. Amanda Madureira)

É difícil diagnosticar imediatamente o câncer em crianças, uma vez que os sintomas podem sobrepor-se às doenças e ferimentos comuns da infância. As crianças muitas vezes ficam doentes ou apresentam hematomas que podem mascarar os sinais precoces do câncer. Os pais devem levar seus filhos a consultas clínicas regulares e estar atentos a quaisquer sinais e sintomas incomuns e que persistam.

O diagnóstico é realizado através do exame clínico do paciente, exames de sangue, exames de imagem e, caso necessário, biópsia.

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FONTES DE REFERÊNCIA:

Instituto Oncoguia

INCA

Pesquisa: Liga de Oncologia UFRGS (acad. Amanda Madureira)

A escolha do tratamento dependerá muito do estadiamento da doença no momento do diagnóstico, além de outros fatores como idade da paciente, estado geral de saúde, circunstâncias individuais e preferências da paciente.O tratamento é individualizado para cada tipo de tumor e de acordo com a extensão da doença. Os principais tratamentos são quimioterapia, radioterapia e cirurgia. Transplante de medula óssea e outros tratamentos podem ser também necessários, dependo do caso.  

É importante que todas as opções de tratamento sejam discutidas com a equipe médica, bem como seus possíveis efeitos colaterais, para ajudar a tomar a decisão que melhor se adapte às necessidades de cada paciente.

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FONTES DE REFERÊNCIA:

Instituto Oncoguia

INCA

Pesquisa: Liga de Oncologia UFRGS (acad. Amanda Madureira)

As crianças percebem que está acontecendo algo de errado com ela, notam que seu corpo não está como antes e sentem as reações aos medicamentos, que as deixam mais debilitada. Por isso, a psiconcologista Maria Letícia Rotta, coordenadora do setor de psicologia da AACC (Associação de Apoio à Criança com Câncer), orienta que é essencial os pais serem sinceros com os filhos e explicarem, com linguagem simples, o que realmente está acontecendo. “A criança precisa ser ativa no processo do seu próprio tratamento. Ela tem que entender o que está acontecendo e que é importante tomar os remédios, para que assim consiga seguir as orientações e combater a doença.”
Não se deve omitir nenhum detalhe: é preciso afirmar que o remédio é ruim, que o cabelo vai cair e que haverá alguns desconfortos como náuseas, feridas na boca, diarreia, infecção e anemia, mas que isso fará com que a saúde dela melhore.
“Com o tempo, muitas vezes elas passam a gostar de vir ao hospital para poder brincar com os amigos. Isso ajuda bastante na aceitação e aderência ao tratamento”, afirma o oncopediatra Sérgio Petrilli.
Como o papel dos pais é de extrema importância no tratamento das crianças, é preciso que eles também façam acompanhamento psicológico, já que alguns passam por um longo processo de aceitação e demoram para acreditar no que está acontecendo. Em geral, os centros de atendimento à criança com câncer oferecem terapias psicológicas para toda a família.
Os pais devem cuidar, mas não adotar um perfil diferente no trato com o filho doente. Isso ajuda a evitar problemas de ciúme nos irmãos e ainda auxilia no tratamento da própria criança. “A pior coisa que existe para criança e para o tratamento é o sentimento de comiseração”, enfatiza Petrilli. “Quando os pais ficam bajulando o paciente, eles passam a tratá-lo como frágil e ‘coitadinho’ demais, sem dar esperança para uma possível cura. Sem contar que a criança acaba ficando mais dengosa e manhosa”, completa.
O importante é deixar a criança com a rotina mais próxima possível do normal e sem isentá-la de broncas e limites. “Muitas vezes ela vai pedir para faltar a uma atividade por estar debilitada. Não há problema nenhum em conceder o pedido, mas deixe claro que ela precisará repor isso mais para frente. À medida que você cuida e coloca limites ao mesmo tempo, vai mostrando que ela vai ficar boa. A criança percebe que tem um futuro e que vai conseguir levar uma vida normal em pouco tempo”, explica a psiconcologista.

FONTE DE REFERÊNCIA: Instituto Vencer o Câncer

Ana Avila

Ana Avila Rabdomiossarcoma e Câncer de Mama, Porto Alegre (RS) Ooi, eu sou a Ana Avila, nasci em 1980 e nasci trabalhada na emoção! Aos 9 meses de idade minha mãe
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Sofia Aumond Kuhn

Sofia Aumond Kuhn Tumor de Ewing, Porto Alegre (RS) O ano de 1994 foi sem dúvida o mais marcante de minha vida até aqui. Aquele havia sido um ano especialmente
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