Doença Trofoblástica Gestacional

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Doença Trofoblástica Gestacional é um grupo de tumores raros que envolvem o crescimento anormal de células no interior do útero. Essa doença não se origina a partir das células do útero (como o Câncer de Colo do Útero ou o Câncer de Endométrio). Em vez disso, a Doença Trofoblástica Gestacional começa nas células que normalmente se desenvolvem na placenta durante a gravidez.

A Doença Trofoblástica Gestacional se inicia nas células trofoblásticas, que normalmente envolvem o embrião. No início do desenvolvimento normal, as células do trofoblasto formam minúsculas projeções, semelhantes a dedos, conhecidas como vilosidades. Essas saliências crescem na parede do útero e, com o tempo, a camada de trofoblasto se desenvolve na placenta – órgão que protege e nutre o feto em crescimento.

A maioria das manifestações dessa doença é benigna e não se desenvolve nos tecidos do corpo, nem se espalha para outros órgãos. Algumas, no entanto, mais raramente podem ser malignas. Dado ao fato de que esses tumores nem sempre são cancerígenos, eles podem ser denominados Doença Trofoblástica Gestacional, Tumor Trofoblástico Gestacional ou Neoplasia Trofoblástica Gestacional.

Todas as formas da Doença Trofoblástica Gestacional podem ser tratadas, sendo que, na maioria dos casos, o tratamento leva à remissão total da doença.

A informação existente neste site pretende apoiar e não substituir a consulta médica. Procure sempre uma avaliação pessoal com o Serviço de Saúde.

 

FONTE DE REFERÊNCIA:

Instituto Oncoguia

Pesquisa: Liga de Oncologia UFRGS (acad. Clara Krummenauer Maraschin)

Mola Hidatiforme

A forma mais comum da Doença Trofoblástica Gestacional é chamada Mola Hidatiforme, também conhecida como Gravidez Molar. É composta de vilosidades edemaciadas que crescem em cachos, similares aos de uvas. A isso se dá o nome de gravidez molar, não sendo possível, portanto, formar um feto normal. As molas hidatiformes não são cancerosas, todavia, podem se tornar uma Doença Trofoblástica Gestacional cancerígena.

Existem dois tipos de Gravidez Molar: a Mola Hidatiforme Completa que na maioria das vezes se desenvolve quando um ou dois espermatozóides fertilizam um óvulo que não possui núcleo e DNA. Logo, não haverá tecido fetal. O outro tipo é a Mola Hidatiforme Parcial ou Incompleta que se desenvolve quando dois espermatozóides fertilizam um óvulo normal. Os tumores decorrentes contém algum tecido fetal, porém estão misturados com tecido trofoblástico. É importante ressaltar que o feto em formação não tem condições de se desenvolver. As Molas Hidatiformes Parciais raramente evoluem para Doença Trofoblástica Gestacional maligna.

Mola Invasiva

Uma mola invasiva (Corioadenoma destruens) é uma Mola Hidatiforme, a qual se formou na camada muscular do útero. As Molas Invasoras podem se desenvolver a partir de qualquer Mola Hidatiforme seja completa seja parcial, contudo as Molas Completas são invasoras com muito mais frequência do que as Molas Incompletas.

As Molas Invasivas se desenvolvem em menos de uma a cada cinco mulheres que tiveram uma Mola Completa removida. O risco de desenvolver uma Mola Invasiva nessas mulheres aumenta caso:

  1. Exista um grande intervalo de tempo (mais de 4 meses) entre o último período menstrual e o tratamento;
  2. O útero tenha aumentado muito de tamanho;
  3. A mulher tenha mais de 40 anos;
  4. A mulher tenha tido doença trofoblástica gestacional no passado.

Algumas vezes as Molas Invasivas podem desaparecer por conta própria, mas na maioria dos casos é necessário tratamento. Um tumor ou mola que se desenvolve na parede do útero pode resultar em hemorragia na cavidade abdominal ou pélvica, esse sangramento pode ser perigoso e, em alguns casos, fatal.

Algumas vezes, após a remoção de uma Mola Hidatiforme Completa, o tumor se dissemina (metástase) para outras partes do corpo, principalmente para os pulmões. Isso, no entanto, acontece em cerca de 4% dos casos.

Coriocarcinoma

Coriocarcinoma é uma forma maligna de Doença Trofoblástica Gestacional, tornando muito mais provável que outros tipos de Doença Trofoblástica Gestacional cresçam rapidamente e se disseminem para outros órgãos.

Na maioria das veze,s o Coriocarcinoma se desenvolve a partir de uma Mola Hidatiformes Completa, porém também pode ocorrer a partir de uma Parcial, de uma gravidez normal ou de uma interrupção de gravidez. Raramente se desenvolvem Coriocarcinomas que não estejam relacionados com a gravidez. Tais tumores podem também ser encontrados em outras áreas além do útero e podem ocorrer tanto em homens como em mulheres. Podem se desenvolver nos ovários, testículos, tórax ou abdome,nos casos em que isso ocorre, os coriocarcinomas são – geralmente- misturados com outros tipos de câncer, formando um tumor de células germinativas misto.

Tumor Trofoblástico de Localização Placentária

O Tumor Trofoblástico de Localização Placentária é um tipo muito raro de Doença Trofoblástica Gestacional que se desenvolve no local onde a placenta se liga ao revestimento do útero. Esse tumor aparece com mais frequência após uma gravidez normal ou aborto, mas pode também se desenvolver após uma Mola Hidatiforme Completa ou Parcial ser ressecada. A maioria dos Tumores Trofoblásticos de Localização Placentária  não se espalha para outras partes do corpo, além disso, esses tumores têm tendência para crescer na camada muscular do útero.

Tumor Trofoblástico Epitelioide

O Tumor Trofoblástico Epitelióide é um tipo extremamente raro de Doença Trofoblástica Gestacional que pode ser difícil de diagnosticar. O Tumor Trofoblástico Epitelioide costumava ser chamado de Coriocarcinoma Atípico, pois suas células se parecem com células de Coriocarcinoma, porém atualmente é considerada outra doença. Dado ao fator que esse tipo da doença pode ser encontrado no colo do útero, pode ser, às vezes, confundido com o câncer de colo de útero. Outra semelhança se dá com o Tumor Trofoblástico de Localização Placentária, pois o Tumor Trofoblástico Epitelioide também pode aparecer após uma gravidez a termo, podendo, no entanto, levar vários anos para se desenvolver.

A informação existente neste site pretende apoiar e não substituir a consulta médica. Procure sempre uma avaliação pessoal com o Serviço de Saúde.

 

FONTE DE REFERÊNCIA: Instituto Oncoguia

Pesquisa: Liga de Oncologia UFRGS (acad. Clara Krummenauer Maraschin)

A maioria dos casos da Doença Trofoblástica Gestacional é diagnosticada precocemente durante o pré-natal de rotina. É importante, no entanto, sempre informar ao seu médico sobre quaisquer sintomas anormais que você apresente durante a gravidez. Ele pode suspeitar de Doença Trofoblástica Gestacional com base em um padrão típico de sinais (alterações físicas) e sintomas (o que pode ser sentido, como desconforto por exemplo, mas nem sempre é visualizado). Os principais sinais e sintomas são:

– Sangramento Vaginal. Quase todas as mulheres com Gravidez Molar Completa tem sangramento vaginal irregular durante a gravidez. Esse sangramento geralmente se inicia no primeiro trimestre. As mulheres com Doença Trofoblástica Gestacional costumam liberar coágulos sanguíneos ou corrimento marrom, o que leva ao diagnóstico de Gravidez Molar;

– Anemia. Em casos de hemorragia severa ou prolongada, o corpo de uma mulher não é capaz de substituir os glóbulos vermelhos do sangue tão rápido quanto a perda, o que pode levar a anemia. Os sintomas podem incluir fadiga e falta de ar, especialmente durante a realização de atividade física;

– Inchaço Abdominal. O útero e o abdome podem aumentar de tamanho mais rapidamente em uma Gestação Molar Completa do que em uma gravidez normal. O alargamento uterino anormal ocorre em cerca de 25% das mulheres com Molas Completas, e raramente naquelas com Molas Parciais.

– Cistos Ovarianos. A gonadotrofina coriônica humana (GCH), um hormônio produzido pelo tumor, pode causar cistos com conteúdo líquido, que são formados nos ovários. Eles ocorrem apenas com níveis muito elevados de GCH, podendo ser grandes o suficientemente para causar inchaço abdominal. Mas, mesmo que eles possam se tornar muito grandes, podem desaparecem espontaneamente cerca de 8 semanas após a Gravidez Molar ser removida;

– Vômitos. Muitas mulheres têm náuseas e vômitos durante a gravidez normal. Na Doença Trofoblástica Gestacional, no entanto, o vômito pode ser mais frequente e mais severo do que o normal;

– Pré-eclâmpsia. A pré-eclâmpsia pode ocorrer como uma complicação de uma gravidez normal, porém quando isso ocorre no início da gravidez pode ser um sinal de uma Gravidez Molar Completa. A pré-eclâmpsia pode apresentar-se com hipertensão arterial, dor de cabeça, reflexos exagerados, inchaço nas mãos ou nos pés e perda de proteínas na urina;

– Hipertireoidismo. O hipertireoidismo ocorre em algumas mulheres com Gravidez Molar Completa e apenas em mulheres com níveis sanguíneos elevados de GCH. Os sintomas do hipertireoidismo podem incluir taquicardia, aumento temperatura da pele, sudorese, intolerância ao calor e tremores leves. Isto ocorre em menos de 10% das mulheres com Gravidez Molar Completa;

– Infecção. Nos tumores maiores, algumas das células tumorais podem morrer, criando uma área onde as bactérias podem crescer. A infecção pode se desenvolver, podendo causar corrimento vaginal, dor pélvica tipo cólica e febre;

– Sintomas Respiratórios. O pulmão é o local mais comum da disseminação da Doença Trofoblástica Gestacional. A disseminação para os pulmões pode causar tosse seca, tosse com expectoração com sangue, dor no peito ou falta de ar;

– Massa Vaginal. O médico também pode observar durante o exame clínico alguma alteração na vagina sugestiva de comprometimento pela doença.

– Sintomas de Metástase. Os sintomas dependem do local para onde a Doença Trofoblástica Gestacional se espalhou. Em caso de disseminação para o cérebro, os sintomas podem incluir dor de cabeça, vômitos, tonturas, convulsões ou paralisia de um lado do corpo. Se a doença se espalhou para o fígado pode causar dor abdominal e icterícia.

No entanto, muitos desses sinais e sintomas também podem ser causados por outras condições clínicas. Ainda assim, se você apresentar qualquer um desses sintomas é importante consultar seu médico imediatamente para que a causa possa ser diagnosticada e tratada, se necessário.

A informação existente neste site pretende apoiar e não substituir a consulta médica. Procure sempre uma avaliação pessoal com o Serviço de Saúde.

 

FONTE DE REFERÊNCIA: Instituto Oncoguia

Pesquisa: Liga de Oncologia UFRGS (acad. Clara Krummenauer Maraschin)

A Doença Trofoblástica Gestacional é mais frequentemente diagnosticada pelos sinais e sintomas durante a gravidez ou a partir dos resultados de determinados exames durante o pré-natal de rotina, por exemplo, ultrassonografia.

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FONTE DE REFERÊNCIA: Instituto Oncoguia

Pesquisa: Liga de Oncologia UFRGS (acad. Clara Krummenauer Maraschin)

Após o diagnóstico e estadiamento da doença, o médico discutirá com a paciente as opções de tratamento. A escolha do tratamento dependerá do estadiamento da doença no momento do diagnóstico, além de outros fatores, como tipo da Doença Trofoblástica Gestacional, tempo da doença, metástases, se houve ou não tratamento prévio, idade, estado geral de saúde, circunstâncias individuais e preferências da paciente. É importante começar o tratamento logo após o diagnóstico da doença. Os principais métodos de tratamento são cirurgia, quimioterapia e radioterapia (usada com menos frequência).

É importante que todas as opções de tratamento sejam discutidas com o médico, bem como seus possíveis efeitos colaterais, para ajudar a tomar a decisão que melhor se adapte às necessidades de cada paciente.

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FONTE DE REFERÊNCIA: Instituto Oncoguia

Pesquisa: Liga de Oncologia UFRGS (acad. Clara Krummenauer Maraschin)

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