Tumores Pituitários

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Quase todos os Tumores Pituitários (da Hipófise) são tumores glandulares benignos denominados Adenomas Hipofisários. Estes tumores são considerados benignos porque não se disseminam para outras partes do corpo, mas podem provocam problemas significativos de saúde por sua localização, próxima ao cérebro e porque muitos deles secretam hormônios em excesso. Os Tumores de Hipófise são raros e também são classificados de acordo com sua capacidade de produzir hormônios em excesso ou não. Os que produzem hormônios em excesso são chamados de funcionais e os que não, de não funcionais.

A informação existente neste site pretende apoiar e não substituir a consulta médica. Procure sempre uma avaliação pessoal com o Serviço de Saúde.

FONTES DE REFERÊNCIAS

Hospital A.C.Camargo 

Instituto Oncoguia

Pesquisa: Liga de Oncologia UFRGS (acad. Marcell Machado Cipolat)

Adenomas Pituitários

Os tumores benignos não se disseminam além do crânio, geralmente permanecem confinados à sela túrcica. Às vezes, crescem nas paredes da sela túrcica e ao redor dos vasos sanguíneos, nervos e revestimentos do cérebro.

Microadenoma versus Macroadenoma

Microadenomas são tumores com menos que 1 centímetro de diâmetro, que raramente danificam os tecidos próximos à glândula pituitária. Entretanto podem provocar sintomas se liberarem em excesso um determinado hormônio na corrente sanguínea. Muitas pessoas podem ter pequenos Adenomas que nunca são diagnosticados porque nunca crescem o suficiente ou secretam hormônios em quantidades suficientes para provocar sintomas.

Macroadenomas. São tumores com mais de 1 centímetro de diâmetro. Esses tumores podem afetar a saúde de uma pessoa de duas maneiras. Primeiro, por provocarem sintomas se produzem quantidades elevadas de um determinado hormônio. Segundo, eles podem provocar sintomas pressionando o tecido da pituitária normal ou nervos periféricos, como os nervos ópticos.

Adenomas Funcionais e Não Funcionais

Adenomas Funcionais: Os Adenomas Hipofisários produzem hormônios (alguns adenomas secretam mais do que um tipo de hormônio). Os hormônios podem ser detectados por exames de sangue ou pelos exames do próprio tumor e são classificados em subtipos conforme o hormônio que secretam.

Adenomas Não Funcionais: Não produzem qualquer tipo de hormônio. Eles são responsáveis por cerca de 30% dos Tumores da Hipófise. Os Adenomas são diagnosticados como Macroadenomas, provocando sintomas devido ao seu tamanho à medida que comprometem estruturas adjacentes.

Carcinomas Pituitários

Os tumores cancerígenos da glândula pituitária são raros. Eles podem ocorrer em qualquer idade, mas a maioria é diagnosticada em pessoas mais velhas. Estes tumores normalmente produzem hormônios, assim como muitos dos Adenomas.

A maioria dos Carcinomas Pituitários se parece muito com os Adenomas Pituitários quando visualizados sob um microscópio. Na verdade, não existe uma boa maneira de saber se um Tumor de Hipófise é um Carcinoma ou um Adenoma até que ele se dissemine para outros órgãos. Na maioria das vezes se disseminam para o cérebro, medula espinal, meninges ou osso em torno da hipófise.

Outros Tumores Pituitários

Teratomas, Germinomas e Coriocarcinomas são tumores raros que ocorrem geralmente em crianças ou adolescentes. Eles não se desenvolvem a partir das células do sistema endócrino na glândula pituitária propriamente dita, mas podem crescer em torno dela danificando-a. Os Cistos de Bolsa de Rathke e Gangliocitomas da Hipófise são tumores raros, normalmente encontrados em adultos. Os Craniofaringeomas são tumores de crescimento lento que começam acima da glândula pituitária, mas abaixo do cérebro. Eles podem comprimir a hipófise e o hipotálamo, provocando alterações hormonais. São mais comuns em crianças, mas às vezes são vistos em adultos mais velhos.

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Hospital A.C.Camargo 

Instituto Oncoguia

Pesquisa: Liga de Oncologia UFRGS (acad. Marcell Machado Cipolat)

Nem todos os Tumores de Hipófise ou Pituitária causam sintomas e alguns podem ser descobertos por acaso, quando o paciente faz um exame de imagem por algum outro motivo. Adenomas funcionais, porém, geralmente produzem um dos hormônios da pituitária em excesso.

Macroadenomas podem causar sintomas neurológicos como:

– Fraqueza muscular no olho, de forma que os dois olhos não se movem na mesma direção ao mesmo tempo;

Alterações na visão;

– Dor de cabeça;

– Dor ou dormência no rosto;

– Tontura ou desmaios.

Macroadenomas e os raros Carcinomas de Pituitária também podem pressionar e destruir áreas normais da glândula, reduzindo a produção de um ou mais hormônios, causando sintomas como:

  • Náuseas
  • Fraqueza;
  • Perda ou ganho de peso inexplicável;
  • Perda de pelos corporais;
  • Sensação de frio;
  • Alteração do ciclo menstrual ou ausência de menstruação;
  • Disfunção erétil;
  • Crescimento de tecido mamário em homens;
  • Perda do desejo sexual, principalmente em homens;
  • Diabetes insipidus.

Adenomas Somatotróficos, que aumentam muito a produção do hormônio do crescimento, causam sintomas e quadros diferentes em crianças e adultos.

Nas crianças, eles estimulam o crescimento de todos os ossos do corpo, causando gigantismo, cujos sintomas são altura muito superior à média da idade, crescimento muito acelerado, dor nas juntas e sudorese.

Nos adultos, cujos ossos longos dos braços e das pernas já cresceram, eles causam acromegalia, com crescimento dos pés, das mãos e dos ossos da face. Os sintomas são:

  • Crescimento dos pés, mãos e crânio;
  • Dor nas juntas;
  • Mudança do rosto, por causa do crescimento dos ossos da face;
  • Espaçamento dos dentes e protuberância da mandíbula;
  • Aumento nas taxas de glicemia (açúcar no sangue) ou diabetes mellitus;
  • Pedras dos rins;
  • Problemas cardíacos;
  • Dor de cabeça;
  • Alterações da visão.

Adenomas Corticotróficos, que aumentam a produção de ACTH, fazem com que as glândulas adrenais elevem a síntese de hormônios como o cortisol, na chamada Síndrome de Cushing, cujos sintomas são:

  • Ganho de peso inexplicável, principalmente no rosto, tórax e abdome;
  • Aumento de pelos no rosto, tórax e abdome;
  • Inchaço e vermelhidão no rosto;
  • Acne;
  • Acumulação de gordura atrás do pescoço;
  • Aumento nas taxas de glicemia (açúcar no sangue) ou diabetes mellitus;
  • Pressão alta;
  • Alterações da visão;
  • Perda de interesse sexual;
  • Enfraquecimento dos ossos, que pode causar osteoporose ou mesmo fraturas.

Adenomas Lactotróficos, que estimulam a síntese de prolactina, podem causar redução na frequência dos ciclos menstruais ou sua interrupção e produção anormal de leite. Em homens, pode causar crescimento das mamas e disfunção erétil. Em ambos os sexos, esses adenomas também podem causar:

  • Infertilidade;
  • Perda de interesse sexual;
  • Osteoporose;

Adenomas Tireotróficos, que elevam a produção de TSH, causam sintomas de Hipertireoidismo como:

    • Batimento cardíaco acelerado ou irregular;
    • Tremores;
    • Perda de peso;
    • Aumento do apetite;
    • Suor excessivo;
    • Dificuldade para dormir;
  • Ansiedade;
  • Aumento do número de evacuações.

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Hospital A.C.Camargo 

Instituto Oncoguia

Pesquisa: Liga de Oncologia UFRGS (acad. Marcell Machado Cipolat)

Geralmente, os Tumores da Hipófise ou Pituitária são diagnosticados por causa dos sintomas, mas algumas vezes são descobertos por acaso, em exames realizados por outra doença. Como esses tumores benignos costumam provocar alterações hormonais, exames de sangue e de urina específicos são necessários para avaliar os níveis desses hormônios.Exames por imagem são usados para verificar se o tumor comprometeu outras estruturas próximas. Na maioria dos casos, a biópsia é o exame definitivo, mas nos Tumores da Pituitária, que fica numa região delicada, o tratamento pode começar sem a análise microscópica do tecido, até porque os exames para avaliar níveis hormonais no sangue e urina são muito precisos. A análise do tecido tumoral só é feita após a cirurgia.

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Instituto Oncoguia

Pesquisa: Liga de Oncologia UFRGS (acad. Marcell Machado Cipolat)

Em geral, o tratamento de Adenomas da Pituitária é cirúrgico e, quando são pequenos e centralizados, as taxas de cura estão acima de 50%.Se os níveis hormonais não voltarem ao normal depois da cirurgia ou se o paciente não puder ser operado, o tratamento medicamentoso pode ser indicado, feito com agonistas dopaminérgicos, análogos da somatostatina e antagonistas do receptor do GH.

O tratamento da Acromegalia pode ser cirúrgico, clínico ou radioterápico (raramente). Em casos de Síndrome de Cushing, o tratamento ideal é a cirurgia, mas alguns medicamentos podem ser utilizados para controle dos níveis hormonais.

   Por fim, o tratamento mais comum do Prolactinoma é o uso de medicamentos (da família dos agonistas dopaminérgicos), sendo, em alguns casos, indicada a cirurgia. Nos Tumores de Hipófise, a radioterapia tem um papel limitado, sendo reservada para os casos mais agressivos, especialmente como um tratamento complementar à cirurgia.

Após o tratamento, o paciente deve ser acompanhado para avaliar os níveis de hormônios da pituitária e, se por algum motivo se tornarem baixos, eles podem ser repostos com medicação.É importante que todas as opções de tratamento sejam discutidas com a equipe médica, bem como seus possíveis efeitos colaterais, para ajudar a tomar a decisão que melhor se adapte às necessidades de cada paciente.

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