Doença de Castleman

Clique nos títulos abaixo para saber mais:

A Doença de Castleman é uma doença rara dos gânglios e tecidos linfáticos.É também conhecida como Hiperplasia Linfonodal Gigante e Hiperplasia Linfonodal Angiofolicular. Foi descrita pela primeira vez em 1956 pelo Dr. Benjamin Castelman. Tal desordem é rara, geralmente benigna e não é propriamente dita um câncer, mas se comporta de forma muito semelhante ao Linfoma, por isso é também uma doença linfoproliferativa, ou seja, há um crescimento anormal das células dos sistema linfático. A doença de Castleman também aumenta o risco do desenvolvimento de Linfoma.

A informação existente neste site pretende apoiar e não substituir a consulta médica. Procure sempre uma avaliação pessoal com o Serviço de Saúde.

FONTES DE REFERÊNCIAS

Instituto Oncoguia

INCA

Pesquisa: Liga de Oncologia UFRGS (acad. Clara Krummenauer Maraschin)

A Doença de Castleman pode ser localizada ou multicêntrica, afetando os pacientes de distintas maneiras. Além disso ela pode também ser classificada de acordo com a forma do tecido linfóide em: tipo hialino-vascular, tipo plasmócito e tipo misto.

Doença de Castleman Localizada

A Doença de Castleman Localizada afeta apenas um único grupo de gânglios linfáticos. Ela não é generalizada. Os gânglios linfáticos do tórax ou abdômen são os acometidos com mais frequência, tendo como consequência seu volume aumentado.

O aumento dos gânglios linfáticos do tórax pode pressionar a traqueia ou os brônquios, causando problemas respiratórios. Os linfonodos aumentados no abdome podem causar dor ou pressão no local. Já os linfonodos aumentados em locais como pescoço, virilha ou axilas são comumente observados como nódulos sob a pele.

Os pacientes com Doença de Castleman Localizada geralmente são curados quando os linfonodos afetados são removidos cirurgicamente.

Doença de Castleman Multicêntrica

A Doença de Castleman Multicêntrica afeta vários grupos de gânglios linfáticos, podendo também afetar outros órgãos contendo tecido linfóide. Essa forma da doença acomete – por vezes – pessoas infectadas com o vírus da imunodeficiência humana (HIV), o qual causa a AIDS. Essa forma da doença se mostra mais agressiva do que a localizada, principalmente em pacientes com HIV.

Os pacientes com Doença de Castleman Multicêntrica, de forma geral, apresentam outros problemas, como infecções, febre, perda de peso, fadiga, sudorese noturna e danos nos nervos, podendo causar fraqueza e dormência. Isso ocorre pelo fato de que a enfermidade tende a enfraquecer o sistema imunológico severamente, tornando o combate às infecções difícil. Os exames de sangue desses indivíduos sugerem poucos glóbulos vermelhos (anemia) e altos níveis de anticorpos (hipergamaglobulinemia).

Subtipos Microscópicos da Doença de Castleman

A Doença de Castleman também podem ser classificada de acordo com a forma do tecido linfóide, chamados de subtipos microscópicos:

– Tipo hialino-vascular: o mais comum. Tende a ser localizado, porém, em casos raros, é multicêntrico;

– Tipo plasmócito: tem maior probabilidade de ser multicêntrico, porém às vezes é localizado;

– Tipo misto: apresenta áreas de ambos tipos, porém ocorre em menor frequente.

A informação existente neste site pretende apoiar e não substituir a consulta médica. Procure sempre uma avaliação pessoal com o Serviço de Saúde.

FONTES DE REFERÊNCIAS

Instituto Oncoguia

INCA

Pesquisa: Liga de Oncologia UFRGS (acad. Clara Krummenauer Maraschin)

A Doença de Castleman pode provocar diversos tipos de sinais (alterações físicas) e sintomas (o que pode ser sentido, como desconforto por exemplo, mas nem sempre é visualizado), dependendo de sua localização. Porém, algumas pessoas não apresentam nenhum. Se os sintomas ocorrem, eles são geralmente como aqueles vistos em outras doenças, como infecções, doenças autoimunes ou mesmo alguns tipos de câncer. Por isso, inicialmente, muitas vezes os médicos não suspeitam de doença de Castleman.

Sintomas Comuns da Doença de Castleman Localizada

A forma localizada da Doença de Castleman geralmente inicia por meio de um linfonodo aumentado e isolado. Se o linfonodo aumentado está próximo à pele, como na região da do pescoço ou axila, pode ser visto ou sentido, mas se for em planos profundos do tórax ou abdome pode não ser notado até que se tornar grande o suficiente para causar outros sintomas:

– Linfonodo aumentado no tórax pode pressionar a traqueia e brônquios, levando a problemas respiratórios ou tosse;

– Linfonodo aumentado no abdome pode causar problemas digestivos, dor ou apenas sensação de saciedade.

Em geral, a maioria dos pacientes com Doença de Castleman localizada se sentem bem,  o que dificulta o diagnóstico.

Sintomas Comuns da Doença de Castleman Multicêntrica

Os pacientes com Doença de Castleman Multicêntrica apresentam mais de um local com linfonodos aumentados. Os linfonodos envolvidos podem estar localizados no tórax ou abdome, contudo a forma multicêntrica frequentemente afeta os gânglios linfáticos da virilha, axilas e pescoço, que muitas vezes podem ser vistos ou apalpados como nódulos sob a pele.

A doença pode também afetar o tecido linfóide de órgãos internos, provocando aumento no fígado, baço ou outros órgãos.

A amiloidose, uma condição em que proteínas anormais se acumulam nos tecidos do corpo, também pode ocorrer, levando danos aos rins, lesão cardíaca, lesão nervosa e problemas intestinais.

A anemia é também um sintoma muito comum da Doença de Castleman Multicêntrica, podendo levar a problemas como fraqueza e falta de ar.

Além disso, os pacientes com qualquer tipo de Doença de Castleman podem apresentar outros sintomas, como:

  • Febre;
  • Sudorese noturna;
  • Perda de peso;
  • Perda de apetite;
  • Fraqueza;
  • Fadiga;
  • Falta de ar;
  • Náuseas e vômitos;
  • Neuropatia;
  • Inchaço das pernas (Edema);
  • Erupções cutâneas.

A Doença de Castleman em todas suas formas é rara e os sintomas acima geralmente são devido a outras causas. Ainda assim, se você apresentar algum desses sintomas e eles não desaparecem dentro de algumas semanas (ou piorarem), consulte um médico para que a causa possa ser diagnosticada e, se necessário, iniciado o tratamento.

A informação existente neste site pretende apoiar e não substituir a consulta médica. Procure sempre uma avaliação pessoal com o Serviço de Saúde.

FONTES DE REFERÊNCIAS

Instituto Oncoguia

INCA

Pesquisa: Liga de Oncologia UFRGS (acad. Clara Krummenauer Maraschin)

O diagnóstico definitivo só é possível após a biópsia de um gânglio linfático. Todavia, o exame físico completo realizado pelo médico com especial atenção aos gânglios linfáticos, fígado e baço podem auxiliar na elaboração do diagnóstico, bem como a realização de exames de sangue. Se o médico suspeitar se tratar de Doença de Castleman ou outro problema de saúde, como um Linfoma, serão solicitados exames de imagem, de laboratório e biópsias, para confirmação diagnóstica e estadiamento da doença.

A informação existente neste site pretende apoiar e não substituir a consulta médica. Procure sempre uma avaliação pessoal com o Serviço de Saúde.

FONTES DE REFERÊNCIAS

Instituto Oncoguia

INCA

Pesquisa: Liga de Oncologia UFRGS (acad. Clara Krummenauer Maraschin)

Após o diagnóstico e estadiamento da doença, o médico discutirá com o paciente as opções de tratamento. A escolha do tratamento dependerá se a Doença de Castleman é localizada ou multicêntrica, além de outros fatores. Os principais tipos de tratamento são cirurgia, quimioterapia, radioterapia, corticosteroides, imunoterapia e medicamentos antivirais. Em muitos casos, uma combinação desses tratamentos pode ser utilizada.

É importante que todas as opções de tratamento sejam discutidas com o médico, bem como seus possíveis efeitos colaterais, para ajudar a tomar a decisão que melhor se adapte às necessidades de cada paciente.

A informação existente neste site pretende apoiar e não substituir a consulta médica. Procure sempre uma avaliação pessoal com o Serviço de Saúde.

FONTES DE REFERÊNCIAS

Instituto Oncoguia

INCA

Pesquisa: Liga de Oncologia UFRGS (acad. Clara Krummenauer Maraschin)

Ainda não registramos nenhum depoimento sobre esse tipo de Câncer.

Ainda não registramos nenhum depoimento sobre esse tipo de Câncer. Quer contar sua história e inspirar outras pessoas?
Clique aqui e mande seu depoimento