Síndrome Mielodisplásica

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A Síndrome Mielodisplásica (SMD), atualmente considerada um tipo de câncer, é uma condição em que as células da medula óssea se tornam anormais. É uma síndrome que acomete principalmente pessoas acima dos 50 anos, aumentando o risco à medida em que a pessoa envelhece. Nos Estados Unidos, ocorre em uma taxa de 4,8 casos para cada 100.000 pessoas, o que significa cerca de 13 mil novos casos por ano. No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) não dispõe de dados sobre este tipo de câncer.

A medula óssea, tecido encontrado no interior de certos ossos, é o local onde são produzidas as células do sangue, ou seja, contém células tronco e células precursoras hematopoiéticas. Existem três tipos principais de células no sangue: os glóbulos vermelhos (hemáceas – responsáveis por carregar oxigênio para as células do corpo); os glóbulos brancos (leucócitos – células de defesa do organismo); e as plaquetas (fragmentos de células necessários para a coagulação sanguínea e prevenção de hemorragias).

Na SMD, algumas células são anormais (displásicas) e produzem células sanguíneas defeituosas não funcionais. Com isso, há uma queda do número de um ou mais tipos de células sanguíneas. Em cerca de um terço dos pacientes, a Síndrome Mielodisplásica pode se transformar em um câncer de crescimento rápido chamado Leucemia Mielóide Aguda (LMA), sendo que, no passado, a SMD era chamada de “pré-leucemia”.

A informação existente neste site pretende apoiar e não substituir a consulta médica. Procure sempre uma avaliação pessoal com o Serviço de Saúde.

FONTES DE REFERÊNCIAS

American Cancer Society:

Instituto Oncoguia

Pesquisa: Liga de Oncologia UFRGS (acad. Laura Sulzbach de Andrade)

A Síndrome Mielodisplásica é atualmente classificada pelos critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS), atualizada em 2016, baseada principalmente em como as células da medula óssea se parecem ao microscópio. São 6 tipos principais:

  • SMD com displasia de multilinhagem;
  • SMD com displasia de linhagem única;
  • SMD com sideroblastos em anel;
  • SMD com excesso de blastos;
  • SMD com del(5q) isolada;
  • SMD inclassificável.

        Além da classificação preconizada pela OMS (classificação celular), existe uma classificação de acordo com a causa subjacente, denominada classificação clínica. A SMD pode ser primária (quando a causa é desconhecida) ou secundária (quando a causa é conhecida, muitas vezes relacionada com o tratamento de um câncer anterior).

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American Cancer Society:

Instituto Oncoguia

Pesquisa: Liga de Oncologia UFRGS (acad. Laura Sulzbach de Andrade)

A característica principal da Síndrome Mielodisplásica é a redução da contagem de células sanguíneas. Às vezes isso é encontrado em exames de sangue antes mesmo de os sintomas aparecerem. Em outros casos, os sintomas vão depender de quais tipos (um ou mais) de células estão deficientes. Os principais sintomas são:

    • Anemia (redução dos glóbulos vermelhos): se manifesta com cansaço, fraqueza, falta de ar e palidez;
    • Leucopenia (redução dos glóbulos brancos): predisposição a infecções frequentes ou graves.
  • Plaquetopenia (redução das plaquetas): predisposição a hematomas e sangramento, principalmente nasal ou nas gengivas.

        Também podem ocorrer sintomas inespecíficos, como perda de peso, perda de apetite e febre.

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American Cancer Society:

Instituto Oncoguia

Pesquisa: Liga de Oncologia UFRGS (acad. Laura Sulzbach de Andrade)

O diagnóstico é sempre realizado por um médico, baseado no histórico clínico do paciente, em exame de sangue, que mostrará alterações sugestivas e em aspirado e biópsia de medula óssea, dois exames confirmatórios geralmente realizados ao mesmo tempo.

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American Cancer Society:

Instituto Oncoguia

Pesquisa: Liga de Oncologia UFRGS (acad. Laura Sulzbach de Andrade)

A Síndrome Mielodisplásica engloba um grupo de doenças hematopoiéticas, ou seja, existem diferentes tipo da doença, que irão resultar em diferentes prognósticos e diferentes respostas ao tratamento. Além do tipo de SMD, fatores que influenciam na escolha terapêutica são a idade do paciente e seu estado geral de saúde. Por isso, o tratamento é sempre individualizado, devendo ser discutido entre médico e paciente e ser pesados riscos e benefícios de cada terapia.

Os principais tipos de tratamento para a Síndrome Mielodisplásica são terapia de suporte, fatores de crescimento, quimioterapia e transplante de células tronco. Muitas vezes, uma combinação destes tratamentos é realizada. Cabe ressaltar que sempre que o paciente e sua família estiverem pensando em usar terapias complementares ou alternativas a equipe médica deverá ser comunicada.

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American Cancer Society:

Instituto Oncoguia

Pesquisa: Liga de Oncologia UFRGS (acad. Laura Sulzbach de Andrade)

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