Linfomas

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Linfoma é um tipo de câncer que se origina no sistema linfático. Esse sistema é composto pelos linfonodos (gânglios linfáticos), pelas tonsilas palatinas (amígdalas), pelas vias linfáticas, pelo baço e pelo timo. De modo geral, o sistema linfático tem função associada ao sistema circulatório e imune. Recolhe parte do sangue que extravasa dos capilares – o qual passa a ser chamado linfa -, filtra e o devolve à circulação sanguínea. Outros tipos de câncer podem se espalhar para o sistema linfático. Porém, nesse caso, não são considerados linfomas, uma vez que não se originaram no sistema linfático, apenas migraram para ele.

Embora possa derivar de qualquer tecido linfóide, o linfoma mais comumente começa nos gânglios linfáticos, os quais se concentram no pescoço, axilas, virilha e junto a órgãos internos torácicos e abdominais.

A informação existente neste site pretende apoiar e não substituir a consulta médica. Procure sempre uma avaliação pessoal com o Serviço de Saúde.

FONTES DE REFERÊNCIAS

Instituto Oncoguia

Instituto Vencer o Câncer

INCA

Hospital A.C.Camargo

Cancer Research UK

Pesquisa: Liga de Oncologia UFRGS (acad. Bruno Mateus de Castro)

Existem dois tipos básicos de linfomas: Linfoma de Hodgkin e Linfoma Não-Hodgkin. Estes dois tipos de linfomas se comportam, se disseminam e respondem ao tratamento de formas diferentes.

Linfoma de Hodgkin

Também conhecido como doença de Hodgkin, tem a característica de se disseminar ordenadamente de um gânglio para o outro. Esse tipo é ainda subdividido em dois outros:

  • Linfoma de Hodgkin Clássico: é o mais comum, corresponde a 95% dos casos de doença de Hodgkin. Caracterizado pela presença de células de Reed-Sternberg, as quais são geralmente linfócitos B anormalmente grandes com muitos núcleos ou dois que parecem olhos de coruja. Pode ainda ser subdividido em outros 4 subtipos: Esclerose Nodular ( mais frequente e predomina em pessoas jovens); Celularidade Mista (predomina em adultos mais velhos); Predomínio Linfocitário (geralmente acomete poucos gânglios linfáticos) e Depleção linfocitária (subtipo mais raro e mais agressivo, predomina em idosos e portadores de HIV).
  • Linfoma de Hodgkin de predomínio Nodular Linfocitário: corresponde a 5% dos casos. Não há presença das células de Reed-Sternberg ou se há, são bem poucas. Por outro lado, é caracterizado pela presença de variantes delas conhecidas como células pipoca (pois assemelham-se a esse formato). Costuma aparecer em gânglios linfáticos do pescoço e das axilas. O tratamento é diferente da forma clássica e tende a ter um crescimento mais lento.

Linfoma Não-Hodgkin

Os Linfomas Não-Hodgkin (LNH) são divididos de acordo com o grau de agressividade e a velocidade de crescimento das células tumorais, que são: os indolentes, que têm crescimento lento podem demorar anos sem tratamento até causar sintomas, e os agressivos, que crescem de modo rápido e requerem tratamento imediato. De modo geral, o LNH torna-se mais comum à medida que as pessoas envelhecem. Por razões ainda desconhecidas, o número de casos duplicou nos últimos 25 anos, principalmente entre pessoas com mais de 60 anos.

Diferente da doença de Hodgkin, não apresenta ao microscópio células de Reed-Sternberg e se espalha de maneira não ordenada. Há muitos subtipos de Linfomas Não-Hodgkin. Eles são classificados geralmente de acordo com o tipo de linfócito alterado. Existem mais de 20 tipos diferentes de Linfoma Não-Hodgkin, como os Linfomas de células B, Linfoma de células T, Linfoma de Burkitt, Linfoma Linfocítico de Pequenas Células, Linfoma Linfocítico Crônico, Linfoma de Células do Manto e Linfoma de células NK. Além disso, existe o Linfoma de Pele, que se inicia na pele. Um linfoma que começa nos nódulos linfáticos ou outra parte do corpo e em seguida, se dissemina para a pele não é considerado um linfoma de pele.

Linfomas em crianças

O Linfoma Não-Hodgkin e a doença de Hodgkin ocorrem praticamente na mesma proporção em crianças e adolescentes, sendo que o Linfoma Não-Hodgkin geralmente acomete crianças mais jovens, enquanto o Linfoma de Hodgkin é mais comum em crianças maiores e adolescentes. O Linfoma de Hodgkin em crianças é muito semelhante à doença em adultos e é tratado da mesma forma.

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Os Linfomas podem se apresentar com diferentes sinais (alterações físicas) e sintomas (o que pode ser sentido, como desconforto por exemplo, mas nem sempre é visualizado), dependendo de sua localização. Em alguns casos, há o aparecimento de gânglios linfáticos inchados no pescoço, axilas ou virilha. Esses nódulos persistem por meses ou anos crescendo lentamente (ou às vezes rapidamente) e são indolores para a maioria das pessoas (algumas relatam desconforto após ingestão de álcool).  Contudo, o linfoma não é a causa mais comum de nódulos inchados nessas regiões. Geralmente, eles decorrem de alguma infecção e, nesse caso, tendem a ser doloridos, retornando ao tamanho normal quando a infecção cessa.
Caso os linfonodos inchados, devido a um linfoma, localizarem-se no tórax podem aparecer sintomas como: tosse; dificuldade para respirar ou dor no peito.

Além disso, existem sintomas gerais conhecidos como “sintomas B”:
Suor noturno;
Febre;
Perda de peso recente inexplicável;
Perda de apetite;
Cansaço;
Coceira.

Os Linfomas de Pele podem aparecer como pápulas (lesões pequenas, similares a espinhas), manchas (lesões planas), placas (lesões em relevo) ou nódulos ou tumores (protuberâncias ou inchaços sob a pele). As lesões provocam muitas vezes coceira, descamação e vermelhidão. O linfoma pode se mostrar como mais do que um tipo de lesão e em diferentes partes da pele, frequentemente nas áreas não expostas ao sol. Alguns linfomas de pele aparecem como uma erupção sobre parte ou a maior parte do corpo (conhecido como eritrodermia). Às vezes, as lesões maiores podem ulcerar.

Em crianças, deve-se atentar a hematomas e infecções frequentes, fadiga e inchaço abdominal.

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O diagnóstico de Linfoma é feito por meio de biópsia de gânglio linfático. Ela pode ser excisional (quando o linfonodo é removido por inteiro, tende a ser mais precisa) ou incisional (quando apenas parte do linfonodo é removida para exame patológico em microscópio). Ademais, pode ser realizada biópsia de medula óssea, para visualizar se ela também foi atingida, e punção lombar. Nesse caso, remove-se parte do líquido cérebro-espinhal para determinar se o sistema nervoso central foi atingido.

Além disso, podem ser solicitados:

–       exames de sangue: não confirmam o diagnóstico, mas podem ser usados para descartar outras possibilidades ou para o estadiamento do câncer. Permite verificar se há infecções, anemia e as funções hepática e renal, por exemplo;

–       exame de função cardíaca e pulmonar;

–       testes cromossômicos;

–       exames de imagem como raio-x, tomografia, ressonância e PET-CT.

As pessoas expostas a fatores de risco conhecidos para o Linfoma, como infecções por HIV, transplantes de órgãos, doença autoimune ou tratamento prévio de câncer, devem fazer check-ups clínicos regulares. Essas pessoas normalmente não desenvolvem um linfoma, mas mesmo assim devem estar cientes de possíveis sinais e sintomas da doença.

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A escolha do tratamento dependerá muito do estadiamento da doença no momento do diagnóstico, além de outros fatores como idade do paciente, estado geral de saúde, circunstâncias individuais e preferências da paciente. É importante que todas as opções de tratamento sejam discutidas com a equipe médica, bem como seus possíveis efeitos colaterais, para ajudar a tomar a decisão que melhor se adapte às necessidades de cada paciente.

Linfoma de Hodgkin

Na maioria dos casos, quando tratado adequadamente, é uma doença curável. Seu tratamento baseia-se em quimioterapia, radioterapia e imunoterapia. Transplante de medula óssea é uma opção de tratamento para alguns casos. Cirurgia é necessária para diagnóstico e estadiamento, mas não é uma opção de tratamento tipicamente.

Linfoma não Hodgkin

O tratamento envolve, a depender do caso, diferentes esquemas de quimioterapia (combinação de medicamentos). Pode também estar associada a imunoterapia com anticorpos monoclonais, que possuem alvo específico nas células do Linfoma. A radioterapia poderá ser usada para aliviar sintomas e como reforço ao tratamento quimioterápico. Caso a doença tenha atingido o sistema nervoso central, ou mesmo em caso de suspeita, é realizada a injeção de drogas quimioterápicas diretamente no líquido cérebro-espinhal (quimioterapia intratecal) e/ou radioterapia envolvendo cérebro e medula espinhal. Transplante de medula óssea é uma opção de tratamento para alguns casos. Cirurgia é necessária para diagnóstico e estadiamento, mas não é uma opção de tratamento tipicamente.

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Paulo Henrique Velloso

Paulo Henrique Velloso Câncer de Testículo, Linfoma Não-Hodgkin e Linfoma de Hodgkin, Florianópolis (SC) Em 1997, quando estava com 17 anos, descobri que estava com um Seminoma (tumor no testículo).
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Caroline Bresciani

Caroline Bresciani Linfoma de Hodgkin, Santa Maria (RS) Eu tinha 18 anos e tinha acabado de sair de casa para fazer faculdade quando fui diagnosticada com Linfoma de Hodgkin. Voltei
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