Tumores Cerebrais (SNC)

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Os Tumores de Sistema Nervoso Central (SNC) decorrem do crescimento desenfreado de células anormais no cérebro e medula espinhal. Esses tumores diferem dos que acometem os demais órgãos do corpo, uma vez que, mesmo os chamados tumores benignos podem comprimir o tecido normal do cérebro causando, muitas vezes, danos incapacitantes ou fatais.

Além disso, outra preocupação é a facilidade de disseminação para a medula espinhal ou para o próprio tecido cerebral.  Esses tumores englobam uma variedade de células que podem ser acometidas – e os sintomas, tratamento e prognóstico vão variar de acordo com o tipo de tumor, local acometido e idade do paciente, variando bastante em adultos e crianças.

Quando se fala em Tumores de SNC é essencial saber a diferença entre os Tumores Cerebrais Primários – aqueles que se iniciaram no cérebro ou medula – e os Metastáticos – que se iniciam em outros órgãos, como pulmão e mama; sendo que, em adultos, os Metastáticos são muito mais comuns que os Primários.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), os Tumores Cerebrais e da Medula Espinhal são classificados em 4 graus, de acordo com o aspecto das células vistas ao microscópio, e podem ser de crescimento lento ou rápido, infiltrantes ou não e curáveis com cirurgia ou agressivos.

A informação existente neste site pretende apoiar e não substituir a consulta médica. Procure sempre uma avaliação pessoal com o Serviço de Saúde.

FONTES DE REFERÊNCIAS

Instituto Oncoguia

Vencer o Câncer

INCA

Hospital A.C.Camargo

Pesquisa: Liga de Oncologia UFRGS (acad.  Thaymê Luiza de Souza Pires)

Os principais tipos de tumores do SNC são os seguintes:

Gliomas

“Glioma” é a designação para um grupo de tumores que se iniciam nas Células Gliais – as responsáveis pela formação do maior componente do tecido cerebral.  Os gliomas representam cerca de 30% de todos os tumores cerebrais, principalmente os de crescimento rápido.

Astrocitomas

Surgem a partir das células denominadas Astrócitos e é o tipo mais comum de Glioma, representando cerca de 20% dos tumores cerebrais. Eles se disseminam por todo o cérebro, se misturando ao tecido normal, o que dificulta a sua remoção cirúrgica; porém é raro se disseminarem para fora do SNC.

Oligodendrogliomas

Nesse caso, as células atingidas são os Oligodendrócitos. Tendem a crescer lentamente. Ocasionalmente o Oligodendroglioma se dissemina, mas raramente para fora do cérebro ou da medula espinhal. Formas agressivas destes tumores são conhecidas como Oligodendrogliomas Anaplásicos.

Ependinomas

Constituem 2% dos tumores cerebrais, se desenvolvem a partir das Células Ependimais e do quarto ventrículo. Podem apresentar metástase dentro do Sistema Nervoso Central, mas não se disseminam além do cérebro ou da medula.  Os Ependimomas podem bloquear os ventrículos, fazendo com que os mesmos aumentem de tamanho e pressão, uma condição denominada Hidrocefalia. Em alguns casos podem ser completamente removidos em cirurgia.

Meningiomas

Esse tipo de tumor corresponde a 30% dos tumores cerebrais e da medula espinhal, sendo os tumores cerebrais mais comuns em adultos. Acomete cerca de duas vezes mais o sexo feminino e o risco de ocorrência aumenta com a idade. Ele atinge as Meninges, que são as camadas que envolvem externamente o SNC. Não se sabe ainda as causas desse tumor, mas há um fator hereditário associado, podendo ser observado nas famílias com Neurofibromatose.

Schwannomas

Esses tumores se formam a partir das Células de Schwann, parte da bainha de mielina dos nervos cranianos, e representam 8% dos tumores do SNC. São geralmente tumores benignos que podem se formar no nervo cranial responsável pelo equilíbrio ou também podem começar nos nervos espinhais fora da medula espinal, podendo pressionar a medula espinal, provocando fraqueza, perda sensorial e problemas de intestino e da bexiga.

Craniofaringiomas

Os Craniofaringiomas são tumores que crescem na base do cérebro, logo acima da hipófise, e são frequentemente diagnosticados em crianças, adolescentes e adultos jovens. Eles podem comprimir a glândula pituitária e o hipotálamo, causando problemas hormonais. Os Craniofaringiomas podem causar alterações na visão e equilíbrio hormonal.

Outros tumores que também podem começar no cérebro são os Cordomas (tumores raros que começam no osso da base do crânio ou na extremidade inferior da coluna vertebral), os Linfomas Não Hodgkin (chamados de Linfomas Cerebrais. A maioria dos Linfomas começam em outras partes do corpo, no entanto, alguns podem se iniciar no SNC, sendo mais comuns em pessoas com problemas no sistema imunológico) e os Tumores Pituitários (começam na glândula pituitária são quase sempre benignos, mas podem causar problemas se crescerem e pressionarem as estruturas vizinhas ou se começarem a produzir grandes quantidades de hormônio).

 

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Como os tumores são bastante variados, os sintomas também são diversos, sempre relacionados com a localização do tumor. Contudo, alguns sintomas são mais freqüentes, como:

– Dor de cabeça com sinais de alarme: não é uma dor de cabeça comum  – ela  apresenta algum sinal de alarme. Esses alarmes são o surgimento de uma dor de cabeça nova (para quem nunca sente esse tipo de dor), mudança do tipo de dor de cabeça, piora da intensidade (quando ela fica mais forte com o passar do tempo), aumento da frequência (quando a dor aparece mais vezes), ou quando a dor é fixa (toda vez ela aparece no mesmo lugar);

– Epilepsia ou outras crises convulsivas: principalmente quando o paciente apresenta a crise pela primeira vez, ou não tinha recebido o diagnóstico de epilepsia antes;

– Perda de funções neurológicas: são chamados de déficits focais. Ocorre quando há perda de força ou do tato nos membros; de visão ou de audição; alterações da fala ou da capacidade intelectual (compreensão, raciocínio, escrita, cálculo, reconhecimento de pessoas); ou de comportamento (apatia, agitação ou agressividade) em relação ao padrão normal da pessoa. O surgimento de uma ou mais dessas alterações deve ser sempre relatada ao médico.

Da mesma forma, se um tumor da espinha pressiona a coluna ou as raízes de seus nervos, ele pode causar:

– Dor nas costas, que piora com o tempo, não está associada a nenhuma atividade física e piora quando a pessoa se deita;

– Fraqueza muscular ou dormência nos braços e nas pernas que piora com o tempo;

– Perda generalizada de sensibilidade, dormência e formigamento;

– Perda do controle da bexiga e intestinos, disfunção erétil;

– Paralisia em graus variados;

– Perda de audição e equilíbrio, zumbido no ouvido,

– Dor de cabeça;

– Náuseas e vômitos.

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Os tumores cerebrais são geralmente diagnosticados em função dos sintomas. Se houver uma suspeita de câncer, mais exames serão necessários para confirmar o diagnóstico.

No exame clínico, o médico fará perguntas sobre seu histórico clínico e de seus familiares para verificar possíveis fatores de risco e para entender melhor seus sintomas. Também realizará um exame neurológico, onde serão avaliadas algumas funções, como reflexos, força muscular dos olhos, boca e movimento, coordenação e agilidade.  Apesar de o exame clínico neurológico ser importante no diagnóstico desses tumores, exames de imagens são fundamentais para confirmá-lo.

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Para definir o tratamento adequado é preciso levar em consideração diversos aspectos já abordados como o tipo de tumor, localização e idade do paciente. Os principais tratamentos utilizados em tumores de SNC incluem: cirurgia, radioterapia, quimioterapia e terapia alternativa com campo elétrico. É importante que essa decisão seja tomada em conjunto com a equipe e paciente, observando possíveis efeitos colaterais e valorizando as necessidades do paciente.

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Débora Cristina Américo

Débora Cristina Américo Câncer de cérebro – Meleiro – SC Me chamo Débora, eu não tenho câncer, minha filha tem.Ana Júlia Américo, 14 anos… Já faz 7 anos que ela
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