Giovana de Andrade Chassot

Giovana de Andrade Chassot

Câncer de Cabeça e Pescoço, Porto Alegre (RS)

giovana

Em fevereiro de 2009 estava de férias e comi uma simples bala. Ela salvou minha vida! Essa bala machucou meu céu da boca. Voltando para Porto Alegre fui procurar saber porque ela não cicatrizava. Parecia uma afta. Passei pela minha dentista e foram várias tentativas para descobrir o que acontecia! Somente no final de junho cheguei, por uma indicação e já com exames prontos, no consultório do dr. Ricardo Kroeff. Ele disse que se tratava de um tumor no palato e que precisava de cirurgia. Nunca fumei, não me droguei e não bebia nem tomava chimarrão! Fiz a primeira dia 06/08/09. Fiquei com uma fenda no palato e logo passei a usar uma prótese no céu da boca para comer, falar e ingerir líquidos. Foi então que 15 dias depois tivemos a confirmação de que o tumor era um carcinoma. Nova cirurgia em setembro para ampliar os limites cirúrgicos. Uns dias com sonda para me alimentar e nova prótese. Assim que estava bem, poucos dias depois, voltei ao trabalho e em final de novembro iniciei a radioterapia. Foram 33 sessões. Me curei! Segui acompanhando todo período com exames. Em 2014 fiz a primeira reconstituição do palato e diminui a prótese. Tenho uma vida normal. Sempre trabalhei. Tinha 39 anos e uma filha de 4 anos. Meu marido sempre ao meu lado. Sempre muito amparada por familiares e amigos. desde o dia que descobri o tumor e durante todo tratamento deixei muito claro para mim e para todos: não vou morrer! Tenho uma filha para criar e não abro mão disso! Meus pacientes participaram da minha recuperação. Sou psicóloga e sei que meu câncer até hoje me aproxima de pessoas e situações que eu possa de alguma forma auxiliar, cuidar, tratar outras pessoas. 

Ana Avila

Ana Avila

Rabdomiossarcoma e Câncer de Mama, Porto Alegre (RS)

anaavila

Ooi, eu sou a Ana Avila, nasci em 1980 e nasci trabalhada na emoção! 
Aos 9 meses de idade minha mãe notou uma bolinha no meu olho que cresceu rapidamente, uma busca frenética e rápida por respostas com biopsia e uma equipe médica que aceitou realizar uma cirurgia até então pouco utilizada. Fui diagnosticada com Rabdomiossarcoma, câncer raro agressivo e pouco conhecido. Fui a primeira criança do Brasil a realizar essa cirurgia! Fiz uma exenteração, precisei retirar o olho esquerdo. Na década de 80 a quimioterapia ainda não era acertiva e uma cirurgia agressiva em um bebê em 1981 onde a palavra CÂNCER nem era pronunciada por medo, não tinha muita chance de sucesso. Meus pais foram comunicados que tudo seria um teste, tanto a cirurgia (não sabiam o quanto do meu rosto seria comprometido) e um novo protocolo de quimioterapia que estava sendo testado fora do país… Tudo foi uma aposta carregada de coragem amor e muita resiliência por parte dos meus pais e meus dindos, que se uniram pra cuidar de mim. Quanta sorte a minha!
E aos 35 anos fui surpreendida com um novo diagnostico: agora um CA de Mama na mama esquerda e a necessidade da mastectomia. Loucura, né?
Tive uma perda visível, que está literalmente na “cara” e outra perda que está “guardada”. Do primeiro CA não tenho lembrança da dor física e readaptação cognitiva, porque era bebê e a visão monocular desde cedo facilitou nesse aspecto. Às vezes brinco que o fato de ter um olho só não significa que tenha só um neurônio 😅 Mas preconceito é outro assunto…
Agora com o câncer de mama eu senti todos os estágios: a dor física , da alma e os obstáculos da readaptação a nova realidade.
Duas fases da vida completamente diferentes, onde os desafios, perdas e danos são igualmente densos. Mais uma vez eu tive que perder pra ganhar! Irônico isso, né?! A pessoa precisa perder fisicamente pra se manter viva? Sim!
É ai que entra o lance de praticar a gratidão, cuidar da alma e do coração, olhar pra vida com alegria e pro outro com respeito!
Olho pra vida e sinto orgulho dos amigos que conquistei, da família que tenho, dos projetos e desejos que não me deixam parar de sonhar, viver e aprender! E, ironicamente, o câncer me libertou!

Paulo Henrique Velloso

Paulo Henrique Velloso

Câncer de Testículo, Linfoma Não-Hodgkin e Linfoma de Hodgkin, Florianópolis (SC)

PauloHenriqueVelloso - AME SC FINANCEIRO

Em 1997, quando estava com 17 anos, descobri que estava com um Seminoma (tumor no testículo). Fui submetido à cirurgia e a radioterapia. 3 anos depois, percebi um nódulo no pescoço e descobri um Linfoma Não-Hodgkin. Fiz o tratamento com quimio e radioterapia. 3 anos após este segundo câncer, percebi outro nódulo no pescoço, mas para a nossa surpresa, era um Linfoma de Hodgkin, sem nenhuma relação com o anterior. Os 3 tumores que tive não tinham nenhuma relação um com o outro. Hoje, com 37 anos, sou engenheiro civil e triatleta amador, tendo completado 4 vezes o Ironman, competição com 3,8 km de natação, 180 km de ciclismo e 42 km de corrida. Mas sem dúvida nenhuma, minhas maiores conquistas se chamam Francisco e Clara, hoje respectivamente com 4 e 2 anos. Que, contrariando as expectativas médicas, foram concebidos de forma natural! Aprendi muitas coisas com o câncer. Mas minha maior lição foi a de realinhar os valores das coisas na vida. E hoje digo, com certeza, que a vida pode ser muito melhor após o câncer!

Jamile Almeida

Jamile Almeida

Câncer de Mama, Charqueadas (RS)

Índia Moema

Descobri o câncer de mama há um ano, foi um choque muito grande. No começo só pensava em morrer, mas também conheci muitas pessoas que passam pelo mesmo que eu e pude perceber que temos que enfrentar tudo firmes e fortes. A pior fase foi quando meu cabelo caiu, sempre fui muito vaidosa, meu mundo também caiu… Meu corpo também sofreu alterações, a cada sessão de quimioterapia era um sofrimento sem fim. Fiquei num estado emocional muito abalado e fraco, tive que buscar ajuda espiritual, meus amigos me ajudam muito. Retirei a mama recentemente, uma enorme transformação, mas hoje eu enfrento essa batalha de pé, tenho uma filha e ela precisa de mim pra cuidar dela. Por ela luto todos os dias… Eu acredito que essa doença surgiu pra eu aprender quem vai estar comigo, nos piores momentos…

Martin Inderbitzin

Martin Inderbitzin

Câncer de Pâncreas, Zurique (Suíça)

martin

Quando eu tive câncer de pâncreas há 6 anos, fiquei completamente chocado com o que eu li na internet! Foi muito difícil para mim lidar com as estatísticas tristes, emocional e psicologicamente. Fiquei estressado e soube imediatamente que isso não me ajudaria a melhorar. Então comecei a procurar por histórias inspiradoras e decidi documentá-las para que pudessem inspirar outras pessoas. Hoje eu e minha esposa Katarina estamos dedicando grande parte de nossa vida a esta missão. Compartilhamos todos esses depoimentos de quem viveu o câncer nas redes sociais e em nosso site mysurvivalstory.org. É um trabalho gratificante!

Lisiane Pivetta

Lisiane Pivetta

Câncer de Mama, Porto Alegre (RS)

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Receber a notícia de que estava com um carcinoma infiltrante triplo negativo, com 4cm, grau 6 na mama esquerda foi uma experiência assustadora mas ao mesmo tempo transformadora que vivenciei no ano de 2018. O tratamento foi intenso com seis sessões de quimioterapia que terminei em dezembro do mesmo ano. Durante este período consegui exercer minhas atividades profissionais, correr, fazer academia e chegar ao Projeto Camaleão. Hoje sou voluntária dessa ONG maravilhosa que me acolheu, me deu um monte de amigos e me fez a menina mais linda no meu Carecando. Obviamente que passei por momentos de fragilidade e também de incertezas, mas tudo foi sendo superado, pois tenho minha família que me apoia e também amigos que vibram para a minha cura.
Em fevereiro de 2019 fiz a mastectomia bilateral e consegui colocar a prótese de forma imediata, porém quando se é paciente oncológico, o tratamento não termina quando a doença chega ao fim. Há o futuro! Me sinto extremamente protegida e acarinhada pela minha equipe médica que me cuida para uma vida longa. Tenho ainda pela frente a radioterapia, sessões diárias por 25 dias, mais quimioterapia via oral, vários comprimidos em ciclos durante um ano. Tudo isso intercalado com muito acompanhamento, consultas e exames periódicos. Vencer o câncer é uma luta ferrenha, persistente… e haja resiliência! Se fico descontente? Às vezes sim, quem gosta de agenda médica lotada? Mas, incrivelmente, o câncer me trouxe equilíbrio, não tenho medo, não tenho revolta, tenho foco!

Neide Moreira

Neide Moreira

Câncer da Glândula Suprarrenal, Porto Alegre (RS)

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Ao longo de seis meses eu sentia dores da lombar e cansaço, consultei em diversos hospitais mas era diagnosticada como infecção urinária. Em 2015 após uma ressonância magnética veio a triste notícia: câncer na córtex da suprarrenal, tumor maligno pesando 700 gramas e 18 centímetros. Desde lá foram diversos órgãos extraídos, 08 cirurgias para retiradas de órgãos e quatro devido complicações médicas, meu abdome foi todo aberto deixando cicatrizes de uma verdadeira guerra e um coração dilacerado entre a incerteza, medo e dor. Em 2015 tive o baço extraído, suprarenal esquerda e um pedaço do diafragma.Em 2016 mais um pedaço do diafragma, em 2017 recidiva para veia aorta extrai mais um rim, um terço do estômago, parte do diafragma, parte do fígado e calda do pâncreas. Tive pneumonia, derrame pleural e um furo no estômago, totalizando seis meses de internação sendo dois na UTI. Sobrevivi, graças a Deus, a minha mente que nunca aceitou a morte, meus médicos e o amor da minha família e amigos. Atualmente estou bem, faço uso do quimioterápico Mitotano. Devido à raridade do meu tipo de câncer, não existem estudos sobre eficácia do tratamento, apenas tentativas e experiências. Perdi vários órgãos, mas não a fé em Deus e a esperança que um dia serei curada.

Patricia Loretti

Patrícia Loretti

Câncer de Mama, Rio de Janeiro (RJ)

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Eu tive um impacto quando descobri que estava com câncer metastático ósseo e minha vida mudou em todos os aspectos. Sofri abandonos,traições, bullying, assédio emocional, medo me sentia muito fraca e assustada no meio de um tsunami. Se eu não tivesse me ancorado em Deus não estaria aqui agora. Fui muito machucada pela pessoa que eu contava: meu ex-marido. Ele me abandonou de todas as formas, ele me matou e me matava constantemente. Várias amizades e pessoas que eu contava como certas me abandonaram e ao mesmo tempo Deus maravilhoso segurou na minha mão e disse que ele estava ali, ele levantou um exército de anjos para cuidar de mim, meus chefes,minha chefe, novas amizades, a família do meu pai e a medida que me teriam de um lado eu me reconstruir do outro. Foram mudanças de crenças, de sentimentos e eu aprendi a delegar ao Criador tudo na minha vida,todos os minutos e a valorizar o Tempo. Estou neste processo doloroso, mas de empoderamento da fé e da descoberta diária de novas boas pessoas. Gratidão a tudo o que não foi positivo,foi aprendizado e aqui estou segurando na mais de Deus e crendo em milagres, em várias formas de amor e em bondade e em felicidade, apesar de.. GRATIDÃO!!!

Valéria Pedron Simas

Valéria Pedron Simas

Câncer de Mama, Porto Alegre (RS)

Valeria Simas

Em uma segunda-feira, neste ano, em fevereiro, estava fazendo minha corrida e senti dor na mama direita, o caroço estava ali, da noite para o dia… deste dia até o dia da minha cirurgia de retirada da mama direita e linfonodos passaram-se apenas 10 dias, foi tudo muito rápido, graças ao Senhor ! Hoje, estou fazendo as quimios, ainda tenho algumas sessões pela frente (14). O que posso dizer é que aprendi muito na dificuldade, aprendi a deixar me ajudarem, a abrir mão do controle de algumas situações, a ver o quanto sou amada por muitas pessoas, e sei que vou aprender muito mais. Sei que nunca estou sozinha e sei que tenho que agradecer todos os dias pelas muitas graças recebidas. Por fim, minha cabeça está sã, meu corpo logo ficará curado, porque tudo passa e isto PASSARÁ … A todos que estão nesta jornada, meu desejo de muita fé e força!!

Jussamara Lorena Dias

Jussamara Lorena Dias

Câncer de Mama, Soledade (RS)

Jussamara Dias

Em agosto de 2017, aos 41 anos, descobri um nódulo na mama através do auto exame. Corri para o médico, entre exames e uma biópsia, surge o diagnóstico de câncer de mama. A notícia faz abrir o chão e parece que caímos em queda livre, mas eu só tinha uma escolha: LUTAR pela minha vida e VENCER!! Meu protocolo foi extenso, exaustivo, fiz 16 quimioterapias, 18 Herceptin, 01 cirurgia de quadrantectomia, 28 seções de radioterapia e sigo com a hormonioterapia oral por 10 anos. O câncer não traz somente dor e sofrimento, ele nos fortalece e traz grandes ensinamentos. Hoje estou há 2 semanas de completar meus 43 anos, curada e eternamente grata à Deus e a medicina.