Ana Avila

Ana Avila

Rabdomiossarcoma e Câncer de Mama, Porto Alegre (RS)

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Ooi, eu sou a Ana Avila, nasci em 1980 e nasci trabalhada na emoção! 
Aos 9 meses de idade minha mãe notou uma bolinha no meu olho que cresceu rapidamente, uma busca frenética e rápida por respostas com biopsia e uma equipe médica que aceitou realizar uma cirurgia até então pouco utilizada. Fui diagnosticada com Rabdomiossarcoma, câncer raro agressivo e pouco conhecido. Fui a primeira criança do Brasil a realizar essa cirurgia! Fiz uma exenteração, precisei retirar o olho esquerdo. Na década de 80 a quimioterapia ainda não era acertiva e uma cirurgia agressiva em um bebê em 1981 onde a palavra CÂNCER nem era pronunciada por medo, não tinha muita chance de sucesso. Meus pais foram comunicados que tudo seria um teste, tanto a cirurgia (não sabiam o quanto do meu rosto seria comprometido) e um novo protocolo de quimioterapia que estava sendo testado fora do país… Tudo foi uma aposta carregada de coragem amor e muita resiliência por parte dos meus pais e meus dindos, que se uniram pra cuidar de mim. Quanta sorte a minha!
E aos 35 anos fui surpreendida com um novo diagnostico: agora um CA de Mama na mama esquerda e a necessidade da mastectomia. Loucura, né?
Tive uma perda visível, que está literalmente na “cara” e outra perda que está “guardada”. Do primeiro CA não tenho lembrança da dor física e readaptação cognitiva, porque era bebê e a visão monocular desde cedo facilitou nesse aspecto. Às vezes brinco que o fato de ter um olho só não significa que tenha só um neurônio 😅 Mas preconceito é outro assunto…
Agora com o câncer de mama eu senti todos os estágios: a dor física , da alma e os obstáculos da readaptação a nova realidade.
Duas fases da vida completamente diferentes, onde os desafios, perdas e danos são igualmente densos. Mais uma vez eu tive que perder pra ganhar! Irônico isso, né?! A pessoa precisa perder fisicamente pra se manter viva? Sim!
É ai que entra o lance de praticar a gratidão, cuidar da alma e do coração, olhar pra vida com alegria e pro outro com respeito!
Olho pra vida e sinto orgulho dos amigos que conquistei, da família que tenho, dos projetos e desejos que não me deixam parar de sonhar, viver e aprender! E, ironicamente, o câncer me libertou!

Jamile Almeida

Jamile Almeida

Câncer de Mama, Charqueadas (RS)

Índia Moema

Descobri o câncer de mama há um ano, foi um choque muito grande. No começo só pensava em morrer, mas também conheci muitas pessoas que passam pelo mesmo que eu e pude perceber que temos que enfrentar tudo firmes e fortes. A pior fase foi quando meu cabelo caiu, sempre fui muito vaidosa, meu mundo também caiu… Meu corpo também sofreu alterações, a cada sessão de quimioterapia era um sofrimento sem fim. Fiquei num estado emocional muito abalado e fraco, tive que buscar ajuda espiritual, meus amigos me ajudam muito. Retirei a mama recentemente, uma enorme transformação, mas hoje eu enfrento essa batalha de pé, tenho uma filha e ela precisa de mim pra cuidar dela. Por ela luto todos os dias… Eu acredito que essa doença surgiu pra eu aprender quem vai estar comigo, nos piores momentos…

Lisiane Pivetta

Lisiane Pivetta

Câncer de Mama, Porto Alegre (RS)

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Receber a notícia de que estava com um carcinoma infiltrante triplo negativo, com 4cm, grau 6 na mama esquerda foi uma experiência assustadora mas ao mesmo tempo transformadora que vivenciei no ano de 2018. O tratamento foi intenso com seis sessões de quimioterapia que terminei em dezembro do mesmo ano. Durante este período consegui exercer minhas atividades profissionais, correr, fazer academia e chegar ao Projeto Camaleão. Hoje sou voluntária dessa ONG maravilhosa que me acolheu, me deu um monte de amigos e me fez a menina mais linda no meu Carecando. Obviamente que passei por momentos de fragilidade e também de incertezas, mas tudo foi sendo superado, pois tenho minha família que me apoia e também amigos que vibram para a minha cura.
Em fevereiro de 2019 fiz a mastectomia bilateral e consegui colocar a prótese de forma imediata, porém quando se é paciente oncológico, o tratamento não termina quando a doença chega ao fim. Há o futuro! Me sinto extremamente protegida e acarinhada pela minha equipe médica que me cuida para uma vida longa. Tenho ainda pela frente a radioterapia, sessões diárias por 25 dias, mais quimioterapia via oral, vários comprimidos em ciclos durante um ano. Tudo isso intercalado com muito acompanhamento, consultas e exames periódicos. Vencer o câncer é uma luta ferrenha, persistente… e haja resiliência! Se fico descontente? Às vezes sim, quem gosta de agenda médica lotada? Mas, incrivelmente, o câncer me trouxe equilíbrio, não tenho medo, não tenho revolta, tenho foco!

Patricia Loretti

Patrícia Loretti

Câncer de Mama, Rio de Janeiro (RJ)

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Eu tive um impacto quando descobri que estava com câncer metastático ósseo e minha vida mudou em todos os aspectos. Sofri abandonos,traições, bullying, assédio emocional, medo me sentia muito fraca e assustada no meio de um tsunami. Se eu não tivesse me ancorado em Deus não estaria aqui agora. Fui muito machucada pela pessoa que eu contava: meu ex-marido. Ele me abandonou de todas as formas, ele me matou e me matava constantemente. Várias amizades e pessoas que eu contava como certas me abandonaram e ao mesmo tempo Deus maravilhoso segurou na minha mão e disse que ele estava ali, ele levantou um exército de anjos para cuidar de mim, meus chefes,minha chefe, novas amizades, a família do meu pai e a medida que me teriam de um lado eu me reconstruir do outro. Foram mudanças de crenças, de sentimentos e eu aprendi a delegar ao Criador tudo na minha vida,todos os minutos e a valorizar o Tempo. Estou neste processo doloroso, mas de empoderamento da fé e da descoberta diária de novas boas pessoas. Gratidão a tudo o que não foi positivo,foi aprendizado e aqui estou segurando na mais de Deus e crendo em milagres, em várias formas de amor e em bondade e em felicidade, apesar de.. GRATIDÃO!!!

Valéria Pedron Simas

Valéria Pedron Simas

Câncer de Mama, Porto Alegre (RS)

Valeria Simas

Em uma segunda-feira, neste ano, em fevereiro, estava fazendo minha corrida e senti dor na mama direita, o caroço estava ali, da noite para o dia… deste dia até o dia da minha cirurgia de retirada da mama direita e linfonodos passaram-se apenas 10 dias, foi tudo muito rápido, graças ao Senhor ! Hoje, estou fazendo as quimios, ainda tenho algumas sessões pela frente (14). O que posso dizer é que aprendi muito na dificuldade, aprendi a deixar me ajudarem, a abrir mão do controle de algumas situações, a ver o quanto sou amada por muitas pessoas, e sei que vou aprender muito mais. Sei que nunca estou sozinha e sei que tenho que agradecer todos os dias pelas muitas graças recebidas. Por fim, minha cabeça está sã, meu corpo logo ficará curado, porque tudo passa e isto PASSARÁ … A todos que estão nesta jornada, meu desejo de muita fé e força!!

Jussamara Lorena Dias

Jussamara Lorena Dias

Câncer de Mama, Soledade (RS)

Jussamara Dias

Em agosto de 2017, aos 41 anos, descobri um nódulo na mama através do auto exame. Corri para o médico, entre exames e uma biópsia, surge o diagnóstico de câncer de mama. A notícia faz abrir o chão e parece que caímos em queda livre, mas eu só tinha uma escolha: LUTAR pela minha vida e VENCER!! Meu protocolo foi extenso, exaustivo, fiz 16 quimioterapias, 18 Herceptin, 01 cirurgia de quadrantectomia, 28 seções de radioterapia e sigo com a hormonioterapia oral por 10 anos. O câncer não traz somente dor e sofrimento, ele nos fortalece e traz grandes ensinamentos. Hoje estou há 2 semanas de completar meus 43 anos, curada e eternamente grata à Deus e a medicina.

Juliana Kreling

Juliana Kreling

Câncer de Mama, Porto Alegre (RS)

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Receber um diagnóstico de câncer de mama triplo negativo, aos 27 anos, é desolador e ao mesmo tempo desafiador. Entre tantas possibilidades de choro e riso, permiti sorrir e fazer piada sempre que possível. O bom humor foi tornando o tratamento mais leve e abrindo espaço para as transformações positivas: aceitar e viver o hoje, o resgate da autoestima, o enfrentamento de muitos medos que estavam guardados na gavetinha “estou segura sem enfrentar”. Cinco anos depois, me sinto segura por pisar nos caminhos desconhecidos e por me permitir viver o presente e as minhas escolhas. Para mim, o câncer foi minha melhor sentença de vida! ❤️

Luciane Bernardes Silva

Luciane Bernardes Silva

Câncer de Mama e Melanoma Ocular – Porto Alegre – RS

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O diagnóstico do melanoma surgiu no final de 2017, quando eu estava finalizando o tratamento de uma recidiva de um câncer de mama. O meu melanoma foi ocular, chamado de “melanoma de coróide”. Até eu saber que havia tratamento fiquei em estado de choque. Pensei que perderia o olho e a visão…  Mas como tenho uma família que me apoia muito e uma equipe médica na qual confio sem reservas, fui enfrentando as primeiras consultas e tentando me manter resiliente. A primeira notícia foi de que havia um tratamento com braquiterapia que preservaria o olho e a visão. Mas o tratamento só existiria  em São Paulo e eu moro em Porto Alegre. Para a minha alegria e esperança descobri que o meu plano de saúde tinha cobertura para esse tipo de câncer. Foi um ano de idas e vindas ao Hospital de Olhos de SP consultei com a equipe do Dr. Jorge Mitre e na primeira consulta recebi o panorama do tratamento,  vamos seguir a seguinte ordem: salvar a tua vida, o teu olho e se possível a tua visão, porque a probabilidade de perder a visão era muito grande. Um ano depois, meu tratamento foi considerado de sucesso. Agora é manter os exames em dia. Já posso respirar aliviada. O controle segue por dez anos.

Diane Zottis

Diane Zottis

Câncer de mama – São Jorge – RS

Fiz exames de rotina anualmente, e ao descobrir que havia um nódulo com suspeita de câncer fui fazer biópsia. Foi diagnosticado câncer. Meu mundo caiu! Meu marido me abandonou, enfrentei isso sozinha e graças a Deus tive minha filha e família ao meu lado o tempo todo. Sofri muito, 3 meses de desespero, mas não demonstrei um só momento a ninguém pois não queria que ninguém sofresse com isso. Ao mesmo tempo, sabia que seria impossível eles não sofrerem. Em julho a biópsia deu o resultado e no mesmo mês fiz a cirurgia para a retirada do nódulo. Em agosto iniciei as quimioterapias, foram 8 no total. Ao terminar fiz todos os exames para iniciar radioterapia, mas apareceu um nódulo no intestino. Fiquei tranquila, pois minha fé era maior, Deus acima de tudo. Meu oncologista falou “Antes de fazer a cirurgia do intestino vamos fazer as radios”. Em agosto de 2018 comecei a fazer as radios, e com muita fé deu tudo certo. Em julho de 2018 fiz a outra cirurgia e graças a Deus a biópsia não acusou nada. Não era câncer! Fiquei 8 dias hospitalizada. Uma lição de vida aprendi que Deus acima de tudo, e com muita humildade pedia a Deus e à Nossa Senhora Aparecida que me dessem saúde. Tenho muita gratidão! Teria muito mais para falar, aprendi a valorizar as pessoas certas. Ficaria dias contando minha história, mas vou ter a oportunidade de contar pessoalmente! ACREDITEM: FOCO FORÇA E FÉ!

Diomar Egidio de Figueiredo Fonseca

Diomar de Figueiredo Fonseca

Câncer de mama – Alfenas – MG

Meu nome é Diomar com 39 anos confesso que não era a notícia que eu queria ter. Em fevereiro de 2017 perdi uma amiga com câncer de mama, ascendeu uma luz pra eu poder me cuidar mais pois em 2004 após o nascimento da minha segunda filha tive mastite na mama esquerda então acompanhava sempre com exames e estava sempre tudo bem. Mas comecei a notar que a mama esquerda estava aumentando, só que na verdade era a direita. Fui fazer exames e aí a bomba caiu no meu colo! Meu mastologista pediu biópsia e aí começou: cirurgia, quimioterapia, mais cirurgia, mais quimioterapia… depois de 8 cirurgias veio a notícia: tive uma recidiva e já estava com dois tipos de câncer e teria que fazer a mastectomia bilateral. Meu chão se abriu, mas pedi a Deus que iluminasse todos aqueles que ia cuidar de mim. Minha família foi minha base, meus pais, meu marido, filhas, irmãs, sogra – todos tiveram do meu lado incondicionalmente. Na primeira sessão de quimio já perdi meus cabelos, foi um momento que me trouxe muita reflexão. Descobri que o ser humano é bem mais que os olhos podem ver. Já se passaram 1 ano e 8 meses do diagnóstico com muita luta e força de vontade pra viver. Confesso que tenho meus medos e angústias, mas sempre tento ser alegre e tirar as coisas boas de momentos ruins.