Queli Caroline Zambelli

Queli Caroline Zambelli

Câncer de ovário – Campo Bom – RS

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No dia 03/03/2016 (dia do meu aniversário de 31 anos) passei por uma cirurgia de urgência no apêndice, quando fui tirar os pontos da cirurgia recebi o diagnóstico: câncer de ovário com metástase no peritônio.
Iniciei o tratamento, o protocolo seria cirurgia – histerectomia total e 6 ciclos de quimioterapia. Fiz a cirurgia e quando estava no 5° ciclo de quimio para minha surpresa e dos médicos tive recidiva do câncer mesmo com o tratamento, em todo o meu peritônio, meu organismo foi não reagente a quimioterapia. Foi um momento muito difícil, talvez mais que o diagnóstico. Meu médico entrou com novo protocolo, dessa vez mais cauteloso, sem muita expectativa e tempo para terminar.
Foram muitas sessões da nova quimio, mais de 1 ano e seguindo a vida, cuidando da minha filha, fazendo o TCC para terminar a faculdade e principalmente recebendo e dando muito amor.
O tratamento foi até setembro de 2018, quando escutei do médico que daríamos “férias” as quimios pois a doença estava controlada e aqui estou eu, formada, voltando a rotina normal ao lado das pessoas que amo, sem tumores visíveis e com a certeza de que tudo passa, sendo resiliente, forte e feliz. Porque existe vida após o diagnóstico do câncer e que se não tem “cura” tem tratamento e nem tudo está perdido nunca.

Gabriela Tiecher

Gabriela Tiecher

Câncer de ovário – Encantado – RS

O “universo” do câncer sempre foi um “lugar distante” pra mim. Nunca havia vivido de perto qualquer experiência em relação à doença, apenas ajudando entidades/campanhas de apoio a pacientes. Ter passado por diversos exames, cirurgia, diagnóstico e quimioterapia, foi um período difícil, porém de muito aprendizado e muito carinho por parte de familiares, amigos e profissionais da área da saúde. Aprendi desde cedo que “cada caso é um caso” e não adianta compararmos as vivências de cada paciente, porém buscar trocar experiências e aprender sobre o assunto, “apropriando-se” do tema, é fundamental para “encarar” os desafios do percurso.

Carla Nunes

Carla Nunes

Câncer de Ovário – Portão – RS

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Bom, já estou pela segunda vez em tratamento. A primeira vez, foi um susto muito grande, pois fui fazer uma cirurgia de miomas, e sai do hospital com diagnóstico de tumor de ovário. Minha família ficou sem chão. Meu filho na época com 8 anos, foi o que me deu forças para reagir, foi 1 ano de tratamento. Na época conheci um projeto onde ensinam mulheres a se maquiar para levantar a estima, para mulheres em tratamento, o que me ajudou muito, juntamente com o apoio da família. Superei, voltei a trabalhar, quando 4 anos depois (2018) , veio um novo diagnóstico : Metástase! Para mim tem sido mais difícil enfrentar por saber que não tem cura, mas isso não me impede de aproveitar minha vida, não deixo de fazer nada, estou sempre ocupada. Hoje saio com a carequinha a mostra na rua, abandonei os lenços e chapéus, a sociedade precisa entender que não estamos carecas porque queremos. Recebo muitos olhares, alguns até de desaprovação. Mas não deixo mais isso me atingir, as pessoas tem medo do diferente. Hoje vivo um dia de cada vez, sempre enfrentando e superando o desconhecido.

Adriana Madalena Brum

Adriane Madalena Brum

Câncer de ovário – Porto Alegre – RS

A minha história é muito parecida com outras tantas que ouvi. Difícil diagnóstico, erro médico na avaliação e investigação. Resultado, em agosto de 2016: câncer em estado avançado já com metástase na região pélvica. Fiz cirurgia remoção total e quimioterapia.  Mas, para minha infeliz surpresa, tive metástase na região pélvica, fiz nova cirurgia, quimioterapia e hoje tomo medicamento. Meu maior sonho hoje é ficar curada, pois a lesão não pode ser removida! O que me mantém firme é minha fé em Deus, sem ela eu não suportaria.

Juliana Sinemberg Nedir

Juliana Sinemberg Nedir

Câncer de mama – Porto Alegre – RS

Minha mãe, minha inspiração de vida, também teve câncer de ovário aos 50 anos, tratou e se curou; depois teve CA de intestino, fez cirurgia e usa até hoje bolsa de colostomia (opção dela manter); depois teve CA de mama, retirou a mama esquerda. Minha história começou aos 33 anos, com um câncer de ovário. A princípio não cogitamos ser câncer pois no histórico familiar “essas coisas” poderiam acontecer próximo aos 50 anos. Comigo foi antes, aos 33 anos o CA de ovário e aos 39 veio o segundo, na mama esquerda. Fiz radio e quimio e mais tardiamente mastectomia profilática bilateral, por conta do BRCA1 positivado, além de 5 cirurgias plásticas para reconstrução mamária. Até o momento as cirurgias estão suspensas pois estou investigando uma possível recidiva do CA mamário. Com certeza transformei todos esses “maus bocados” em lição. Não foi fácil, não é fácil, confesso que se não tivesse o exemplo de minha mãe teria sido muito mais difícil! Tenho mais a contar porém não sobrou espaço…kkk Sempre tem algo que não foi dito, né? 😉