Patricia Loretti

Patrícia Loretti

Câncer de Mama, Rio de Janeiro (RJ)

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Eu tive um impacto quando descobri que estava com câncer metastático ósseo e minha vida mudou em todos os aspectos. Sofri abandonos,traições, bullying, assédio emocional, medo me sentia muito fraca e assustada no meio de um tsunami. Se eu não tivesse me ancorado em Deus não estaria aqui agora. Fui muito machucada pela pessoa que eu contava: meu ex-marido. Ele me abandonou de todas as formas, ele me matou e me matava constantemente. Várias amizades e pessoas que eu contava como certas me abandonaram e ao mesmo tempo Deus maravilhoso segurou na minha mão e disse que ele estava ali, ele levantou um exército de anjos para cuidar de mim, meus chefes,minha chefe, novas amizades, a família do meu pai e a medida que me teriam de um lado eu me reconstruir do outro. Foram mudanças de crenças, de sentimentos e eu aprendi a delegar ao Criador tudo na minha vida,todos os minutos e a valorizar o Tempo. Estou neste processo doloroso, mas de empoderamento da fé e da descoberta diária de novas boas pessoas. Gratidão a tudo o que não foi positivo,foi aprendizado e aqui estou segurando na mais de Deus e crendo em milagres, em várias formas de amor e em bondade e em felicidade, apesar de.. GRATIDÃO!!!

Kátia Adriane Oliveira de Araujo

Kátia Adriane Oliveira de Araujo

Câncer Colorretal, Porto Alegre (RS)

Olá! Fui diagnosticada com câncer de cólon metastático em 2014. Minha peregrinação atrás de respostas pras dores que eu sentia no útero começou em 2012. Primeiramente minha ginecologista na época dizia que provavelmente eu tinha endometriose, como as dores continuavam cada vez mais intensas procurei uma especialista que me pediu uma ressonância da pelve. Logo me ligou dizendo que eu não tinha endometriose, que eu deveria procurar um gastro. Fui pro gastro e ele disse que meus sintomas era pra um proctologista. Fui pra procto e ela achou que meu problema era pra um urologista, mas se sensibilizou com minha história e decidiu pedir uma colonoscopia. Foi aí que ela encontrou um tumor de 14 cm no intestino grosso. Fiz estadiamento e estava com metástases no fígado. O 1º passo foi fazer a cirurgia para a retirada do tumor do intestino, depois comecei fazer quimioterapia para reduzir às metástases do fígado pra poder fazer a hepactomia. Fiz a cirurgia e retornei pras quimios. Depois de um longo período fazendo quimio tive uma pausa e fiz tomografias,haviam metástases no ovário. Fui submetida a uma histerectomia e entrei em menopausa aguda. Voltei das quimios e 1 ano depois eu estava com metástases nos dois pulmões. E assim estou até hoje sempre fazendo quimio e exames.

Maria Letícia Ferraretto

Maria Letícia Ferraretto

Rabdomiossarcoma – Canoas – RS

Durante a gestação da minha filha comecei a sentir um incômodo no céu da boca. Após o nascimento dela, quando pude de fato investigar o que poderia ser, recebi a pior notícia do mundo. Um palavrão na minha biópsia: rabdomiossarcoma de células fusiformes. Uma rápida pesquisa no Google e descobre-se que esse câncer, embora comum em crianças, é raríssimo em adultos. Eu tinha 27 anos na época. Hoje, após um ano e meio, duas cirurgias (uma maxilectomia parcial para retirar o tumor primário e um esvaziamento cervical para retirada da metástase nos linfonodos), 30 sessões de radioterapia, 5 ciclos e meio de quimioterapia (meio pq tive neutropenia febril e o médico achou prudente encerrar ali as quimios) e quatro internações hospitalares, além de muitos exames de imagem, sangue e urina, vejo o quanto fui forte e espero servir de inspiração para muitos.
Não é fácil receber o diagnóstico, muitas vezes procuramos um culpado. Eu creio que não há culpados pela doença, mas nós somos os responsáveis pela nossa cura. É preciso ter fé, seja no que for, mas, é preciso preciso, principalmente, confiar na equipe que nos trata e, por fim, acreditar em nós mesmos e na nossa força. Resiliência acima de tudo.

Diomar Egidio de Figueiredo Fonseca

Diomar de Figueiredo Fonseca

Câncer de mama – Alfenas – MG

Meu nome é Diomar com 39 anos confesso que não era a notícia que eu queria ter. Em fevereiro de 2017 perdi uma amiga com câncer de mama, ascendeu uma luz pra eu poder me cuidar mais pois em 2004 após o nascimento da minha segunda filha tive mastite na mama esquerda então acompanhava sempre com exames e estava sempre tudo bem. Mas comecei a notar que a mama esquerda estava aumentando, só que na verdade era a direita. Fui fazer exames e aí a bomba caiu no meu colo! Meu mastologista pediu biópsia e aí começou: cirurgia, quimioterapia, mais cirurgia, mais quimioterapia… depois de 8 cirurgias veio a notícia: tive uma recidiva e já estava com dois tipos de câncer e teria que fazer a mastectomia bilateral. Meu chão se abriu, mas pedi a Deus que iluminasse todos aqueles que ia cuidar de mim. Minha família foi minha base, meus pais, meu marido, filhas, irmãs, sogra – todos tiveram do meu lado incondicionalmente. Na primeira sessão de quimio já perdi meus cabelos, foi um momento que me trouxe muita reflexão. Descobri que o ser humano é bem mais que os olhos podem ver. Já se passaram 1 ano e 8 meses do diagnóstico com muita luta e força de vontade pra viver. Confesso que tenho meus medos e angústias, mas sempre tento ser alegre e tirar as coisas boas de momentos ruins.

Thayana Ramos de Barros

Thayana Ramos de Barros

Câncer de mama – Porto Alegre – RS

Olá oncoamigos!
Me chamo Thayana, mas pode me chamar de Thay! Aos 32 anos descobri câncer de mama, especificamente na mama esquerda (carcinoma ductal invasivo, luminal b). Fiz os protocolos necessários e fiquei livre da doença. Quimioterapias, mastectomia e radioterapia. Em 2017 reconstruí a mama e  usei hormonioterapia. Tudo estava às mil maravilhas. No final do mesmo ano fiquei muito preocupada, pois tive uma dor repentina no peito e diversas vezes busquei ajuda médica. Os médicos relacionavam a minha dor com a reconstrução da mama. Algo me dizia que aquilo não parecia normal… começou a crescer uma bola no meu peito e no início de 2018 foi constatado metástase nos ossos, fígado, pulmão e mediastino. Vivi um luto muito grande, achei que não fosse ter mais forças e coragem para enfrentar a doença pela segunda vez, com a condição de paciente crônica. A vida me trouxe mais aprendizados, consegui reduzir a doença, estou super bem, faço controle periódico e encontrei no Projeto Camaleão força para contar a minha história e inspiração com as amizades que fiz algumas com a mesma condição que a minha, vivendo anos e com qualidade de vida. Sou uma pessoa muito grata pelas oportunidades e confiante que em cada experiência nós evoluímos e encontramos motivos para seguir vivendo felizes!

Jacqueline Oliveira Schultz

Jacqueline Oliveira Schultz

Câncer de mama – Porto Alegre – RS

Descobri por acaso um câncer de mama no início de 2015 , essa época minha vida era corrida demais, trabalhava muito pois era vendedora e cobrada demais por meus gestores, mas levava na boa pois achava que a vida era assim mesmo… Mero engano pois depois do diagnóstico minha vida virou de cabeça para baixo! Em 20 dias estava fazendo a primeira cirurgia e depois em 15 dias a segunda cirurgia a qual foi feito a mastectomia total bilateral , passei por quimioterapia, coloquei cateter e sessões de radioterapia… Em nenhum momento me senti triste e pensei “já que estou com essa ‘bicheira’, vou lutar e vencer pois isso não nasceu comigo!” O cabelo… essa é a parte mais chata da história, mas na época minha onco a Dra Alessandra Morelle me indicou o IMAMA que me emprestou uma peruca linda ruiva que me sentia PODEROSA e aprendi a fazer umas amarrações com alguns lenços que até me perguntavam na rua se eu estava realmente doente. Nunca me senti doente, levei tudo com muita leveza e fé, pois eu tinha certeza que ficaria bem. Claro que eu consolei minha família, que ficou muito para baixo,  então a dica é alto astral , leveza, fé e muita risada pois isso ajuda no tratamento e nada de vitimismo já que veio para ti então cabeceia e faz o gol que a vitória é certa!!

Márcia Beatriz Dourado de Oliveira

Márcia Beatriz de Oliveira

Câncer de mama – Porto Alegre – RS

04 Marcia Beatriz Dourado

Em outubro de 2018 começou um novo ciclo da minha vida. Estava deitada e senti uma bola de gude na minha mama esquerda, meu sexto sentido gritava “é câncer!” Sim, câncer. Fui na ginecologista, na mastologista, enfim só confirmaram um câncer. Só que em momento algum entrei em desespero e nem tão pouco com pena de mim. Senti sim uma força interior muito grande, Uma força de cura uma força de fé porque sempre tive a certeza da cura. Retirei parte da mama esquerda e linfonodo com metástase. E sempre acreditando na cura. Sempre tive muito apoio do marido dos filhos e dos amigos. Quem vence o câncer somos nós, a quimio é apenas uma ajuda. Quando meus cabelos começaram a cair não tive dúvida: raspei e não uso nada porque quem tem que aceitar e amar somos nós mesmos. Já estou na minha segunda quimio, comecei com a quimio vermelha até agora estou muito bem sem complicações sem reações. E a fé? Gente, a fé é tudo! Deus nunca abandona.E a fé move qualquer obstáculo. Eu já venci o câncer. E VOCÊS TAMBÉM!

Karina Gariglio

Karina Gariglio

Câncer Colorretal – Florianópolis – SC

Descobri o Câncer de Cólon há 5 anos. Sentia um desconforto abdominal, diarréia…percebi sangue e procurei um médico que realizou exames e disse que era alergia alimentar. Fiz dieta e nada de melhora…exigi então uma colonoscopia. Eu sabia que algo estava errado, e nesse exame foi diagnosticado uma lesão confirmada na biópsia. Então fui rapidamente operada e iniciei ciclo de quimioterapia. Quando terminou, comemorei o fim – mas era só o início de uma longa caminhada. Estava sendo monitorada através de exames de imagem, que identificaram lesões no fígado. Eram as chamadas metástases. Operei e fiz mais quimioterapia. Repeti os exames e estavam lá novos tumores no fígado… Operei novamente através de ablação aberta… é uma queima diretamente nos tumores…. segui com quimioterapia. Ao fazer os exames, já tinha outros tumores…eles cresciam rápido… e me operaram pela quarta vez.😓 Fiz mais quimioterapia… quando fui fazer os exames de imagem uma surpresa… nada no fígado! Mas calma… estavam nos dois pulmões! Fiquei ruim… todo meu equilíbrio foi por terra… eu não poderia nem operar, me confortava ter essa possibilidade. E agora?! Não tinham nem drogas diferentes..já tinha usado todas. Bem, decidimos fazer algumas sessões de quimioterapia e fomos para a quimioterápico oral.

Andrea Fantinel

Andrea Fantinel

Câncer de mama – Cachoeirinha – RS

01 Andrea Fatinel

Descobri que estava com câncer em março de 2017, mais precisamente no dia 26. Meu chão caiu, pois essa palavra assusta , mas não me deixei cair, escutei tudo que o médico tinha para me falar , inclusive o conselho dele pra mim “ pode chorar” – eu só lembro de dizer pra ele “agora não, vou fazer isso depois, primeiro quero ouvir tudo o que tenho que fazer , porque se eu começar a chorar não vou conseguir perguntar.” Foi assim que eu agi. Saindo do consultório comecei a chorar , e disse pra mim mesma: só hoje eu vou sentir dó de mim por estar com essa doença , vou chorar tudo e amanhã vou acordar com um sorriso os lábios e lutar pelo que eu tenho!
Direito à vida , segui sorrindo e com pensamentos bons, penso que vai dar tudo certo, eu sou resistente e consigo. E nesse meio tempo veio a segunda notícia “Andrea, não tínhamos noção que estava em um estágio tão avançado e que você está com metástases no fígado”. Bom, mais uma vez o chão se abriu. Novamente eu chorei, e disse pra mim mesma , hoje vai ser a segunda e última vez que choro por esta doença , porque amanhã eu vou acordar com meu melhor sorriso olhar para o céu e agradecer por poder ter forças de lutar por mim . E hoje agradeço todos os dias por estar com minha filha, por ter objetivos e ir atrás deles.