Lisiane Pivetta

Câncer de Mama, Porto Alegre (RS)

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Receber a notícia de que estava com um carcinoma infiltrante triplo negativo, com 4cm, grau 6 na mama esquerda foi uma experiência assustadora mas ao mesmo tempo transformadora que vivenciei no ano de 2018. O tratamento foi intenso com seis sessões de quimioterapia que terminei em dezembro do mesmo ano. Durante este período consegui exercer minhas atividades profissionais, correr, fazer academia e chegar ao Projeto Camaleão. Hoje sou voluntária dessa ONG maravilhosa que me acolheu, me deu um monte de amigos e me fez a menina mais linda no meu Carecando. Obviamente que passei por momentos de fragilidade e também de incertezas, mas tudo foi sendo superado, pois tenho minha família que me apoia e também amigos que vibram para a minha cura.
Em fevereiro de 2019 fiz a mastectomia bilateral e consegui colocar a prótese de forma imediata, porém quando se é paciente oncológico, o tratamento não termina quando a doença chega ao fim. Há o futuro! Me sinto extremamente protegida e acarinhada pela minha equipe médica que me cuida para uma vida longa. Tenho ainda pela frente a radioterapia, sessões diárias por 25 dias, mais quimioterapia via oral, vários comprimidos em ciclos durante um ano. Tudo isso intercalado com muito acompanhamento, consultas e exames periódicos. Vencer o câncer é uma luta ferrenha, persistente… e haja resiliência! Se fico descontente? Às vezes sim, quem gosta de agenda médica lotada? Mas, incrivelmente, o câncer me trouxe equilíbrio, não tenho medo, não tenho revolta, tenho foco!