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câncer colorretal

O câncer colorretal, também conhecido como câncer de intestino ou de cólon e reto, ocorre indistintamente em homens e mulheres e pode estar associado a maus hábitos alimentares, podendo ser evitado através da adoção de uma dieta saudável e rica em fibras. É o segundo mais comum entre as mulheres e o terceiro mais comum entre os homens. Além disso, mais de 90% dos casos ocorrem em indivíduos com mais de 50 anos. Ele abrange tumores que se iniciam no cólon e no reto (partes do intestino grosso) e no ânus. Cerca de dois terços dos tumores de intestino grosso se instalam no cólon, e um terço no reto.

O câncer colorretal geralmente se desenvolve por uma alteração no crescimento das células do intestino grosso e é chamado de adenocarcinoma. Grande parte desses tumores leva anos para se formar e se inicia a partir de pólipos ou lesões benignas, sem a apresentação de sintomas significativos. 


TIPOS

Os tipos de câncer colorretal podem ser divididos em adenocarcinoma (responsável por mais de 95% dos casos, começam nas células que produzem o muco que lubrifica o interior do cólon e do reto) e em tipos raros, que são os tumores carcinóides, tumores neuroendócrinos, o tumor estromal do trato gastrintestinal (GIST), os linfomas e os sarcomas. Estes são raros, sendo responsáveis por apenas 5% dos casos.

SINAIS E SINTOMAS

Em geral, o câncer de cólon não apresenta sinais (alterações físicas) e sintomas (o que pode ser sentido, como desconforto por exemplo, mas nem sempre é visualizado) significativos em seus estágios iniciais. Porém, à medida que a doença progride, os sintomas mais comuns são:

  •  Presença de sangue nas fezes;
  • Alteração do hábito intestinal, como episódios de diarreia alternados com prisão de ventre;
  • Dores retais ou abdominais;
  • Dores ao evacuar;
  • Sensação de empachamento;
  • Anemia; 
  • Perda de peso sem causa aparente;
  • Alteração da forma das fezes (muito finas e compridas);
  • Mudanças no apetite.

Esses sinais e sintomas também estão presentes em problemas como hemorroidas, verminose, úlcera gástrica e outros, e devem ser investigados para seu diagnóstico correto e tratamento específico. Na doença metastática pode-se ter ainda: 

  • Falta de ar e tosse;
  • Dor óssea ou fratura;
  • Pele amarelada, náuseas e vômitos.


DIAGNÓSTICO

Os exames de rastreamento podem diagnosticar precocemente o câncer colorretal, com grande possibilidade de cura. Isso ocorre porque alguns pólipos ou tumores podem ser removidos antes de se transformarem em câncer. O rastreamento é o processo de detecção do câncer em pessoas assintomáticas, pertencentes a grupos de risco ou não.

No entanto, o câncer colorretal é normalmente diagnosticado após o aparecimento dos sintomas, mas a maioria das pessoas com câncer colorretal inicial não possui sintomas da doença. 

O principal exame para visualizar as lesões do cólon é a colonoscopia. A retossigmoidoscopia pode ser utilizada para visualizar lesões do sigmóide e do reto. Esses exames permitem realizar biópsias em caso de lesão suspeita. Além desses, exames exames clínicos, laboratoriais ou de imagem e o enema opaco (exame radiográfico no qual se ingere um contraste oral, que percorre o caminho do alimento no trato digestivo) ajudam no diagnóstico. Os tumores de cólon e reto (ou colorretais) podem ser detectados precocemente através de dois exames principais: pesquisa de sangue oculto nas fezes e endoscopias (colonoscopia ou retossigmoidoscopias). 

TRATAMENTO 

O câncer colorretal é tratável e frequentemente curável. Seu tratamento pode incluir cirurgia, quimioterapia, radioterapia, ablação, embolização terapia alvo ou imunoterapia. O tratamento depende principalmente do tamanho, localização e extensão do tumor.         

A escolha do tratamento dependerá muito do estadiamento da doença no momento do diagnóstico, além de outros fatores como idade da paciente, estado geral de saúde, circunstâncias individuais e preferências da paciente. É importante que todas as opções de tratamento sejam discutidas com a equipe médica, bem como seus possíveis efeitos colaterais, para ajudar a tomar a decisão que melhor se adapte às necessidades de cada paciente.

 

A informação existente neste site pretende apoiar o paciente, e não substituir a consulta médica. Procure sempre uma avaliação pessoal com o Serviço de Saúde.

 

Fontes de Referências

IVOC

AC Camargo Cancer Center

Instituto Oncoguia

INCA

Pesquisa: Liga de Oncologia UFRGS (acad. Natália Mainardi  e Cristiano Roberto Peixoto Kayser)

 

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