Femininos

câncer de colo do útero

O câncer do colo do útero, também chamado de câncer cervical, é causado pela infecção persistente por alguns tipos do Papilomavírus Humano - HPV (chamados de tipos oncogênicos) e tem início como uma lesão pré-maligna que é chamada de displasia.

 

Excetuando-se o câncer de pele não melanoma, é o terceiro tumor maligno mais frequente na população feminina, ficando atrás do câncer de mama e do colorretal.

 

O colo do útero é a região mais baixa e estreita do útero, que tem duas partes, o corpo do útero (onde se desenvolvem os bebês) e o colo, que liga o útero à vagina. O câncer do colo do útero tem início no seu tecido de revestimento e se desenvolve lentamente. 



TIPOS

 

Existem diferentes tipos de câncer do colo do útero, dependendo do tipo de célula que lhes dá origem: 

 

Carcinoma epidermóide - responsável por 70% a 80% dos casos, se origina nas células da ectocérvice. Está associado à infecção pelo HPV;

 

Adenocarcinoma -  é o segundo tipo mais comum, correspondente a cerca de 20% dos casos, e se origina a partir das células da endocérvice. Também está associado a infecções pelo HPV;

 

Carcinoma adenoescamoso - terceiro tipo, mais raro e com características dos dois anteriores.

O câncer do colo do útero é uma doença de desenvolvimento lento, que pode não apresentar sintomas em fase inicial. Entretanto, é importante ficar atenta aos seguintes sintomas: 

  •  Sangramento vaginal intermitente (que vai e volta); 
  • Sangramento durante as relações sexuais;

 

  • Sensação de peso e dor na região da bacia;
  • Dor pélvica;
  • Mudanças nos hábitos urinários e intestinais;
  • Secreção vaginal de odor desagradável. 


DIAGNÓSTICO

Os seguintes testes podem ser utilizados:

 

  • Exame pélvico e história clínica: exame da vagina, colo do útero, útero, ovário e reto através de avaliação com espéculo, toque vaginal e toque retal;
  • Exame Preventivo (Papanicolaou): o exame é indolor, simples e rápido, causando apenas um pequeno desconforto no momento do procedimento. Para garantir um resultado correto do Papanicolaou, deve-se tomar alguns cuidados: não ter relações sexuais (mesmo com camisinha) no dia anterior ao exame; evitar o uso de duchas, medicamentos vaginais e anticoncepcionais locais nas 48 horas anteriores à realização do exame e não estar menstruada (a presença de sangue pode alterar o resultado);
  • Colposcopia – exame que permite visualizar a vagina e o colo de útero com um aparelho chamado colposcópio, capaz de detectar lesões anormais nessas regiões
  • Biópsia – se células anormais são detectadas no exame preventivo (Papanicolau), é necessário realizar uma biópsia, com a retirada de pequena amostra de tecido para análise no microscópio.



TRATAMENTO 

 

A escolha do tratamento dependerá muito do estadiamento da doença no momento do diagnóstico, além de outros fatores como idade da paciente, estado geral de saúde, circunstâncias individuais e preferências da paciente. 

Diferentes procedimentos são realizados para o tratamento do câncer do colo do útero, sendo eles por meio de cirurgias, quimioterapia, braquiterapia e radioterapia.

É importante que todas as opções de tratamento sejam discutidas com a equipe médica, bem como seus possíveis efeitos colaterais, para ajudar a tomar a decisão que melhor se adapte às necessidades de cada paciente.

Fontes de Referências

INCA

AC Camargo Cancer Center

UpToDate

Pesquisa: Liga de Oncologia UFRGS (acad. Cristiano Roberto Peixoto Kayser)

Revisão: Alexei Peter dos Santos - CREMERS 24197 e Daiana Regina Scheid   - CREMERS 40651

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