Tórax

câncer de pulmão

O câncer de pulmão é o segundo mais comum em homens e mulheres no Brasil. É o primeiro em todo o mundo desde 1985, tanto em incidência quanto em mortalidade. Cerca de 13% de todos os casos novos de câncer são de pulmão. O tabagismo e a exposição passiva ao tabaco são importantes fatores de risco para o desenvolvimento de câncer de pulmão. Cerca de 85% dos casos tem associação com o consumo de derivados de tabaco. O cigarro é, de longe, o mais importante fator de risco para o desenvolvimento do câncer de pulmão. A taxa de mortalidade de 2011 para 2015 diminuiu 3,8% ao ano em homens e, 2,3% ao ano em mulheres, devido à redução na prevalência do tabagismo.


TIPOS

O câncer de pulmão é dividido de acordo com o tipo de células presentes no tumor e cada tipo de câncer se desenvolve e tem tratamento diferente. Os dois principais são o câncer de células não pequenas, que é o mais comum, e o câncer de células pequenas.

O câncer de pulmão de células não pequenas se subdivide em três categorias: o adenocarcinoma (que tem origem nas células dos alvéolos e é mais comum em não fumantes); o câncer de células escamosas (ou epidermóides, que começa nas células achatadas dos pulmões e é causado pelo fumo); e o câncer de células grandes (começa em células grandes do pulmão). Já o câncer de pulmão de células pequenas representa menos de 20% dos casos e quase sempre está associado ao uso de tabaco. Geralmente começa nos brônquios, mas cresce rapidamente e se espalha para outras partes do corpo, incluindo os gânglios linfáticos.

 

FATORES DE RISCO 

O tabagismo é o maior  fator de risco para desenvolvimento do câncer de pulmão e é um fator modificável, significando que se você deixar de fumar poderá diminuir seu risco. Outros fatores conhecidos são: idade avançada, tabagismo passivo, exposição asbestos e outros agentes cancerígenos, história familiar de câncer de pulmão, histórico de Doença pulmonar obstrutiva crônica ou fibrose pulmonar.

SINAIS E SINTOMAS

Os sintomas de câncer de pulmão variam de pessoa para pessoa e muitas vezes a doença não apresenta sintomas em seus estágios iniciais. No entanto, qualquer um destes sintomas merece uma consulta ao médico:

  • Tosse que não passa ou piora com o tempo;
  • Dor no peito que não passa e piora quando a pessoa respira fundo, tosse ou dá risada; 
  • Dor no braço ou no ombro;
  • Tossir sangue ou catarro com cor de ferrugem;
  • Falta de ar, chiado no peito ou rouquidão;
  • Crises repetidas de bronquite ou pneumonia;
  • Inchaço do rosto ou pescoço;
  • Perda de apetite ou de peso inexplicável;
  • Fraqueza ou cansaço.


Quando o câncer de pulmão se dissemina para outras partes do corpo, ele pode causar outros sintomas, entre eles:

  • Dor nos ossos;
  • Fraqueza ou dormência nos braços ou nas pernas;
  • Dor de cabeça, tontura ou convulsões;
  • Icterícia;
  • Inchaço nos gânglios linfáticos do pescoço ou ombros.

 

DIAGNÓSTICO

Estudos recentes recomendam que pessoas com alto risco de câncer de pulmão (fumantes e ex-fumantes), com mais de 55 anos, façam uma tomografia de tórax com baixa dose anual para um possível diagnóstico precoce em quem não apresenta sintomas. Tal conduta deve ser discutida com o seu médico. 

Em caso de pacientes sintomáticos com suspeita de câncer de pulmão, o médico deve coletar uma história clínica completa, exame físico e deve pedir um exame de raio X de tórax e se necessário exames direcionados a suspeita de metástase a distância guiado ao sintomas.  Uma suspeita de anormalidade no exame de raios X deve ser confirmada ou descartada por uma tomografia do tórax, que é o melhor exame para pesquisar a presença de câncer de pulmão e exames laboratoriais.  O passo seguinte é a biópsia, o exame que efetivamente pode confirmar a presença de câncer de pulmão e determinar seu tipo histológico. 

 

TRATAMENTO

O câncer de pulmão pode ser tratado com cirurgia, radioterapia, quimioterapia  ou pela combinação dessas formas de tratamento, dependendo do tipo de câncer e de seu estadiamento. Terapia alvo e imunoterapia podem ser utilizadas em alguns casos. 

É importante que todas as opções de tratamento sejam discutidas com a equipe médica, bem como seus possíveis efeitos colaterais, para ajudar a tomar a decisão que melhor se adapte às necessidades de cada paciente.

Fontes de Referências

Instituto Oncoguia

Instituto Oncoguia

IVOC

INCA

Pesquisa: Liga de Oncologia UFRGS (acad. Pâmela da Silva Dunker) 

Revisão: Alexei Peter dos Santos - CREMERS 24197, Camila Tombini Silveira - CREMERS 37079 e Rafael Rizzatto Uberti - CREMERS 27853

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