Abdome

câncer de rim

O tipo mais comum de câncer de rim é o carcinoma de células renais (CCR), também conhecido como câncer de células renais ou adenocarcinoma de células claras.  Este grupo de câncer renal, nos EUA, corresponde a 3% de todos os pacientes recém-diagnosticados com cânceres e corresponde a 85% dos cânceres renais em adultos. Há aproximadamente 65.000 novos casos por ano. Os tumores ocorrem mais frequentemente em indivíduos mais velhos, geralmente entre a 5ª e 7ª décadas de vida, e são duas vezes mais frequentes em homens do que em mulheres. Dentro os fatores de risco, tabagismo, hipertensão arterial sistêmica e obesidade são fatores frequentes e modificáveis para o câncer renal.


TIPOS

Os carcinomas de células renais apresentam subtipos heterogêneos de tumores que possuem variações histopatológicas, genéticas e clínica variáveis. É importante conhecer o subtipo do tumor, pois além de imprescindível para decidir qual tratamento realizar, também pode determinar se o câncer está associado ou não a uma síndrome genética familiar. Os principais tipos de cânceres de células renais são:

  • Carcinoma de células claras: É o subtipo mais comum, sendo responsável por 70% a 80% dos cânceres de célula renal;
  • Carcinoma papilar: É o segundo tipo mais comum, sendo responsável por 10% a 15% dos cânceres renais. O carcinoma papilar ocorre tanto esporadicamente como em mutações genéticas familiares;
  • Carcinoma renal cromófobo: Representa 5% dos cânceres renais;

Há outros tipos de cânceres de células renais muito raros que ocorrem em menos de 1% entre todos os cânceres que ocorrem no rim. Como exemplo temos: CCR do ducto coletor, CCR cístico multilocular, carcinoma medular, carcinoma tubular mucinoso e de células fusiformes, CCR associado ao neuroblastoma.

SINAIS E SINTOMAS

Os três sintomas clássicos do carcinoma de células renais são: dor lombar, massa palpável em abdome e sangue na urina. Contudo, estes sintomas estão presentes em apenas 10% dos casos. O carcinoma de células claras é considerado como um dos grandes mimetizadores na medicina, pois tendem a causar sintomas não relacionados ao rim, como febre, aumento no número de células do sangue, disfunção hepática, feminização ou masculinização, dentre outros sintomas. 


DIAGNÓSTICO

O diagnóstico de pacientes com suspeita de câncer renal inclui exames de imagem como tomografia, ultrassonografia e ressonância magnética. Exames de urina também podem auxiliar no diagnóstico. Nos casos de doença localizada o manejo cirúrgico é o preconizado para confirmação do diagnóstico e tipo histológico. 


TRATAMENTO

Após o diagnóstico e estadiamento da doença, o médico discutirá com o paciente as opções de tratamento. De acordo ao estadiamento da doença e outros fatores, diferentes tipos de tratamento podem ser combinados simultaneamente ou usados ??um após o outro.  Existem várias maneiras de tratar o câncer de rim, dependendo do tipo e do estágio:

Tratamentos Locais. Alguns tratamentos são chamados de terapias locais, o que significa que tratam o tumor sem afetar o resto do corpo. Os tipos de terapia local utilizados no tratamento do câncer de rim incluem cirurgia, ablação e outras terapias locais, vigilância ativa e radioterapia.

Tratamentos Sistêmicos. O câncer de rim também pode ser tratado com medicamentos, que podem ser administrados por via oral ou diretamente na corrente sanguínea. Dependendo do tipo de câncer de rim, diferentes tipos de medicamentos podem ser usados, incluindo terapia alvo, imunoterapia ou a combinação de ambas. 

É importante que todas as opções de tratamento sejam discutidas com o médico, bem como seus possíveis efeitos colaterais, para ajudar a tomar a decisão que melhor se adapte às necessidades de cada paciente.

 

A informação existente neste site pretende apoiar o paciente, e não substituir a consulta médica. Procure sempre uma avaliação pessoal com o Serviço de Saúde.

Fontes de Referências

Instituto Oncoguia

Instituto Vencer o Câncer

AC Camargo Cancer Center

Robbins e Cotran, patologia: bases patológicas das doenças, 9ª edição

Pesquisa: Liga de Oncologia UFRGS (acad. Douglas Marinho de Matos)

Revisão:  Alexei Peter dos Santos - CREMERS 24197, Camila Tombini Silveira - CREMERS 37079 e Rafael Rizzatto Uberti - CREMERS 27853

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